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Estádio tem uma história interessante

O Estádio da Pajuçara foi conseguido de maneira interessante. Quando os irmãos Gondim e mais Lauro Bahia, José Leite, Abelardo Duarte e outros ingressaram no CRB, começou a surgir também o futebol no clube. E tudo começou nos rachas no meio das ruas de Pajuçara. Como muitas vidraças eram quebradas, a turma sentiu que já era tempo de se conseguir um local para os jogos. O local escolhido foi o mesmo onde hoje se encontra o Severiano Gomes, uma justa homenagem a um dos seus maiores presidentes. O terreno era de d. Maria Torres, que arrendou o local por 300 mil réis. Foi necessário muito trabalho da turma para nivelar o terreno, que era cheio de altos e baixos. Mas todos estavam entusiasmados e terminaram fazendo realmente um campo de futebol, que com o passar dos anos foi sendo melhorado, e depois, comprado. Hoje, dentro de suas limitações, é um estádio com uma boa estrutura física e com um bom gramado. A diretoria promete ampliar as suas instalações para acomodar mais público, bem como instalar um novo sistema de iluminação para que o Severiano Gomes Filho possa sediar jogos noturnos.
Um dos dias em que o estádio recebeu mais público foi no amistoso entre CRB x Santos, em 1965. Muita gente ficou de fora e não viu Pelé jogar. Uma total frustração para essas pessoas. O estádio ficou colorido, cheio de vida, de vibração e de muito entusiasmo. O time paulista venceu o amistoso por 6x0. O CRB comemorou muitos campeonatos em seu estádio, logo depois de jogos decisivos contra o CSA, como em 1964 e 1969. Mas em algumas oportunidades viu seu maior rival fazer o carnaval em sua casa, como em 1965, na conquista do título do sesquicentenário, que representou o primeiro tetracampeonato do CSA, depois de aplicar 3x2 no galo.

Extraído do jornal "A Gazeta de Alagoas"

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