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H - Fundado por
Bellarmino Paraense de Barros, Benedito Malcher, os irmãos Osmar e Arthur Marinho, Walter
e José Banhos, além de outros, num dos mais importantes bairros de Macapá, o Trem
Desportivo Clube já foi por duas vezes campeão amapaense. Possui um invejável
histórico no velho Copão da Amazônia. Foi pentacampeão de 1985 a 1989.
Com o profissionalismo, o Trem passou a enfrentar diversas dificuldades. Afastado do
futebol profissional desde 1999, Trem Desportivo ensaiou a possibilidade do seu
retorno ao futebol profissional em 2001, mas preferiu esperar um pouco mais e continuar
trabalhando no seu projeto de restauração do clube. Dentro dessa proposta a locomotiva
realizou neste domingo as novas eleições, escolhendo o adovogado e professor
universitário,Osmar Marinho Filho, para comandar o clube nos próximos três anos. O Trem
enfrentou grandes dificuldades financeiras nos últimos anos, em conseqüência de
desastrosas administrações, mas pretende agora dar um mergulho por mares mais saudáveis
e executar um projeto, visando resolver as pendências ainda existentes, com
modificações e modernização do seu patrimônio.
O rubro-negro amapaense enfrentou nos últimos 10 anos mais de 400
processos judiciais em várias frentes (promotoria de defesa do consumidor, justiça
comum, justiça do trabalho e juizado especial de pequenas causas), todos reclamando
dívidas, os quais orçavam aproximadamente 450 mil reais, tendo pago mais da metade, e
ainda com pendências em torno de 220 mil reais. O novo projeto do Trem prevê uma
parceria com empresas amapaenses, com a finalidade de construir no local onde está a
atual sede social da Av. Feliciano Coelho, um edifício de 3 ou 4 pavimentos, dos quais um
andar inteiro será do clube para funcionar os departamentos administrativos, o quadro
social e movimentar o complexo esportivo, e a nova sede do clube. Desse negócio, espécie
de venda com permuta, sobrará um saldo em dinheiro, que será destinado ao pagamento dos
débitos remanescentes e o restante, aplicado na sede campestre (malocão da rodovia JK).
(publicado em 2001)
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