2005
O Palmeiras continua perambulando pelo interior da
Bahia. Depois de Candeiras, agora é Santo Antônio de Jesus
quem recebe o clube na temporada de 2005. O estádio municipal
é o José Trindade Lobo. Palmeiras-NE: Uilton; Aragão,
Marcus (Anderson), Ciro e Adson (João Carlos); Jeferson,
Osmar, Harley e Silvano; Dinailton e Ney Tomate (Jânio).
2004
- Epitácio
Pessoa, o presidente do Palmeiras-NE, decidiu mudar a sede de Feira de Santana, a 108
quilômetros de Salvador, para Candeias, na região metropolitana da capital baiana. A
partir de 2004, o clube mandará seus jogos no Estádio David Caldeiras, para 8 mil
pessoas, em Candeias. "Houve um ciúme muito grande de parte da turma do Fluminense,
o time mais antigo de Feira de Santana, no momento em que o Palmeiras-NE começou a fazer
sucesso", diz Pessoa, acusando 99% da imprensa feirense de torcer pelo Fluminense e
não engolir o "porco baiano".
2003 - Sob o comando de
Marcelo Chamusca, irmão mais novo do técnico Péricles Chamusca, que dirige no momento o
Sport de Recife (PE), o time do Palmeiras/NE é um dos favoritos ao título estadual de
2002. O Palmeiras/NE é o primeiro time profissional a ser dirigido por Marcelo Chamusca.
Durante nove anos, o irmão mais novo de Péricles Chamusca atuou como técnico das
divisões de base do Sport de Recife (PE), Vitória e Bahia. Marcelo Chamusca foi
incumbido pelos dirigentes do Palmeiras/NE a realizar o seu trabalho com independência e
fazer o melhor para colocar o time feirense numa posição de destaque no Campeonato
Baiano deste ano. Para começar o campeonato, ele poderá contar com o seguinte plantel:
Goleiros Vanuca, Uilton e Gilson; Zagueiros Paulo Ricardo, André e Neto; Laterais
Edvan, Tiago, Cedric, Neilton, Marcelinho e Rei; Meio-campistas Dentinho,
Jonga, Valdo (que também atua na lateral esquerda), Germínio, Naldo e Silvano; Atacantes
Serginho e Rodrigo.
2002 - Independente de Feira de Santana estreará no campeonato
seu novo nome: Palmeiras Nordeste. Campeão da segunda divisão ano passado, o time
promete ser uma das surpresas do Baianão 2002. Além da mudança do nome, o comando
técnico passou das mãos de Índio para as do ex-jogador Helinho, que inclusive já
treinou equipes no Oriente Médio. Helinho foi contratado pelo Palmeiras de São Paulo,
que disponibilizou o treinador para a filial baiana. Índio será o responsável pelas
divisões de base. Segundo o presidente Dilson "Gamela" Carneiro, a parceria com
o clube paulista está cada vez mais sólida. O último jogador do Independente a ser
aproveitado pelo Palmeiras foi o lateral Neilton, recentemente transferido para o Parque
Antártica. Para o campeonato estadual, a equipe fez poucas contratações, preferindo
valorizar os talentos revelados em casa. O goleiro Vanuca, ex-Barreiras, e o lateral
Márcio, ex-Poções, são as novidades. Saulo; Montoia, Virlei, Boni e Reinaldo; Osmar,
Wendel, Naldo e Juninho; Magno e Hélder.
H - O Independente protagoniza uma das mais meteóricas histórias do
futebol estadual. Somente em novembro de 2000 iniciou, de fato, as suas atividades como
clube profissional - é filiado à FBF desde 1997. O Clube de Feira mantém uma
parceria com o Palmeiras de São Paulo o que fez com que em 22 de Dezembro o clube mudasse
oficialmente de nome para Palmeiras Nordeste.
A experiência nordestina do Palmeiras começou em 2000, quando o
time fechou uma parceria com o Independente, clube da cidade do interior baiano. No
início deste ano, a agremiação paulista tomou conta de vez da equipe e colocou seu nome
na associação baiana. "O Palmeiras não ajuda. Na verdade, ele dá tudo para a
gente", diz Hélio Rios, supervisor da equipe de Feira de Santana, que passou da 3ª
à 1ª divisão após o acordo. O clube do Parque Antarctica manda para Bahia jogadores e
até fardamento, que é idêntico ao da "matriz". Um novo escudo está sendo
criado, com o símbolo oficial do Palmeiras envolto pelas bandeiras dos nove Estados
nordestinos.
Saiba mais sobre o Palmeiras Nordeste Completando 16 meses de
atividades em 22 de dezembro de 2001 o Independente Esporte Clube, de Feira de Santana,
que neste ano passa a se chamar Palmeiras Nordeste (Palmeiras-NE), já se transformou na
mais nova sensação do futebol baiano. Neste período o caçulinha da Bahia passou pelo
Torneio Seletivo, também chamado de Terceira Divisão do Campeonato Baiano, pela Segunda
Divisão do mesmo campeonato e já está na primeirona de 2002. Coube também ao
Palmeiras-NE/Independente representar Feira de Santana na Série C do Campeonato
Brasileiro de 2001, disputando paralelamente a esta competição a Taça Estado da Bahia,
esta promovida pela Federação Baiana de Futebol. Foram quatro competições em 16 meses
sendo que todos os resultados obtidos acabaram considerados extremamente satisfatórios.
O COMEÇO
A inscrição do
Independente junto à Federação Baiana de Futebol "FBF" em 2000 para a disputa
do Torneio Seletivo, onde o campeão e o vice-campeão teriam vaga assegurada para a
Segunda Divisão de 2001, se deu após uma parceria firmada com o Palmeiras,
através da qual o clube feirense passaria a receber mensalmente uma verba previamente
determinada para cobertura de todas as despesas geradas por esta e demais competições.
Em contrapartida, o Independente se comprometia a revelar atletas de qualidade técnica e
encaminhá-los ao clube paulista.
No dia 22 de agosto de
2000 iniciaram-se os treinamentos visando o Seletivo. Foram cerca de cinco semanas de
trabalhos físicos e técnicos até a estréia. No primeiro turno do Seletivo o time não
foi bem, fato que levou o presidente Dilson Carneiro Pedreira (Gamela) a reforçar a
equipe para a segunda etapa do certame. Com as contratações de Tupanzinho, Robson
Barbosa, Duzinho, Dentinho, Gil Senegal e Serginho o time feirense foi outro nesta fase.
Foram várias goleadas, uma delas por 9x0, sobre o Renascente de Candeias, resultados que
levaram o Independente à final do segundo turno contra Paulo Afonso. Na primeira partida,
em Paulo Afonso, derrota por 2x1, placar que obrigava o Independente a vencer o jogo de
volta ao menos por um gol de diferença. Em Feira, o Independente sobrou. Aplicou 3x0 e
poderia ter marcado mais tamanha foi a superioridade técnica em campo. Com o primeiro
título de sua história, campeão do segundo turno do Torneio Seletivo, o Independente se
credenciava a decidir o certame com o Itapetinga que tinha vencido a etapa inicial. O
primeiro jogo da final foi em Feira de Santana, no estádio Jóia da Princesa, e terminou
empatado sem abertura do placar, fato ocorrido no dia 10 de dezembro. Uma semana depois,
no dia 17, em Itapetinga sob muita chuva, o time local venceu por 1x0 deixando o
Independente como vice-campeão e garantido na Segunda Divisão de 2001 já que o
regulamento assegurava vaga para o campeão e o vice.
SEGUNDA DIVISÃO
Na segunda competição
de sua história, a Segunda Divisão do Campeonato Baiano em 2001, e já sob o comando to
técnico e ex-jogador de futebol Espedito Ventura, mais conhecido por Índio, o
Independente viu crescerem as dificuldades. Primeiro porque logo em janeiro quatro
jogadores titulares foram enviados ao Palmeiras, sendo que dois retornaram por
empréstimo, o volante Duzinho e o meia Dentinho, e dois permaneceram no clube paulista, o
lateral direito Robson Barbosa e o meia esquerda Tupanzinho. Segundo porque das dez
equipes inscritas para a disputa, apenas o campeão teria vaga garantida na Primeira
Divisão de 2002. Apesar dos desfalques de Robson Barbosa e Tupanzinho o Independente
manteve o nível técnico vencendo a maioria de seus jogos e chegando a final com o
Grapiúna de Itabuna. Com melhor campanha o Independente assegurou a condição de fazer o
jogo de volta em casa. Na primeira partida em Itabuna, no dia 03 de junho com o estádio
Luis Viana Filho completamente lotado o Independente não deu chances ao adversário e
venceu com folga por 3x0. Podendo perder na volta por até três gols de diferença o
representante feirense apenas administrou a vantagem empatando em 1x1, partida realizada
no dia 10 de junho no estádio Jóia da Princesa, carimbando assim seu passaporte para a
divisão de elite do futebol baiano, fato ocorrido doze dias antes de o clube completar 10
meses de atividades. Enquanto o Independente fazia bonito na Bahia, os jogadores enviados
ao Palmeiras não deixavam por menos no clube alviverde. Tupanzinho disputou o Campeonato
Paulista com boas atuações nas partidas que entrou, o mesmo acontecendo na Copa
Libertadores da América competição da qual Tupã, como passou a ser chamado, participou
pela primeira vez. Ele ainda foi emprestado ao Naútico/PE sendo o maior destaque na
Série B do Campeonato Brasileiro de 2001. Em 2002, Tupã retornou ao grupo palmeirense.
Já o lateral Robson Barbosa se manteve sempre no grupo principal do alviverde e de quebra
acabou sendo campeão de um torneio disputado na Índia por um combinado do Verdão.
SÉRIE C
Findo o primeiro
semestre de 2001, e tendo conseguido o que muitas equipes de tradição do futebol baiano
buscam a muitos anos e não conseguem, ou seja estar na divisão de elite estadual, o
Independente não se deu por satisfeito e foi em busca de uma vaga na Série C do
Campeonato Brasileiro. Contando com a interferência da diretoria do alviverde paulista
isto acabou se concretizando. Como único representante feirense na disputa, o
Independente não decepcionou e terminou entre os vinte melhores dos 65 que iniciaram a
Série C. Alguns atletas se destacaram a exemplo do atacante Jamaica, artilheiro da equipe
com sete gols, o meia Dentinho, o lateral direito Elsinho, o lateral esquerdo Germínio, o
volante Mário e o atacante Ricardinho, todos bastante elogiados pela crônica
especializada.
TAÇA ESTADO DA BAHIA
Durante a disputa da
Série C do Brasileiro o Independente se viu obrigado, apesar da pouca idade, a agir como
clube de ponta. O presidente Dilson Carneiro Pedreira inscreveu a equipe para uma
competição paralela, a Taça Estado da Bahia, promovida pela Federação Baiana de
Futebol. Para tanto, foi preciso criar a primeira divisão de base, no caso, um time
formado por atletas com idade júnior que disputou a maioria dos jogos da Taça. A
garotada correspondeu levando o Independente a terminar a Taça numa posição
intermediária, sexto lugar, o que deixou o presidente Gamela satisfeito e confiante de
que, já neste ano, muitos destes garotos estarão em São Paulo brigando por uma vaga no
time principal do Verdão.