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2005 - Desde 2001, com a
campanha pela revitalização do Juazeiro Sport Club, o clube
recebe 10 mil reais por mês de subvenção da prefeitura.
2004 - Depois de uma semana de suspense, a diretoria do Juazeiro encaminhou uma carta à Federação Bahiana de Futebol confirmando a sua participação no campeonato
estadual. Empresários da cidade pagaram o valor da inscrição e agora o clube inicia efetivamente os preparativos para a disputa da competição.Com pouco dinheiro para fazer contratações, a diretoria do Juazeiro resolveu improvisar e disse que o lateral e capitão Cocada, 33 anos, também será o técnico da equipe nas primeiras rodadas. O jogador disse que aceita a missão, desde que receba em dia os seus vencimentos: R$ 2.000 por mês
2003 - Vencida a
primeira etapa da crise institucional, o Juazeiro Social Clube se prepara para enfrentar o
Campeonato Baiano da Primeira divisão. O tricolor da terra das carrancas está se
preparando em ritmo intenso a fim de tentar suprir o tempo perdido. A equipe do Juazeiro
vai entrar nesta primeira fase com um time caseiro, um treinador caseiro e com muita
vontade para superar os obstáculos, tentando ficar entre os primeiros colocados. Na
verdade, a diretoria está consciente de que os problemas são muitos, mas existe uma
determinação de não deixar o Juazeiro fora da elite do futebol baiano. Acreditam os
seus dirigentes que, com o passar do tempo, a casa será arrumada e o que eles queriam, a
respeito da formação de um time competitivo, vão conseguir, nem que seja na segunda
fase da competição.
2002 - O time está totalmente modificado em
função das transferências e empréstimos de jogadores, principalmente daqueles que
integraram o elenco vice-campeão baiano. O treinador Élcio Nogueira, o Sapatão,
está desde 1999 à frente do tricolor juazeirense, superando suas próprias dificuldades
financeiras. Com essa determinação, o novo Juazeiro conta no time principal com um
plantel de 27 atletas para enfrentar o Campeonato Baiano e a Copa do Brasil. Deste grupo
são considerados veteranos, apesar de jovens atletas: Mário Sérgio, Murilo, Kelly e
Carneirote. Os demais foram promovidos dos juniores.
2001- Com a responsabilidade de manter o status de terceira força do
futebol estadual, o Juazeiro chega ao Campeonato Baiano como franco favorito ao título da
primeira fase. O ponto forte do time continua sendo a força do conjunto. A equipe é
praticamente a mesmo que ficou em terceiro no Baiano e fez uma boa campanha no módulo
verde da Copa João Havelange. Dos titulares, apenas o meia Murilo e o atacante Hailton
foram negociados. Murilo foi vendido ao Mogi-Mirim e Hailton foi comprado por um
empresário, que pretende levá-lo para o futebol paulista. Também saíram do clube o
goleiro reserva Railson, comprado pelo Petrolina, Édson Pinto e Márcio Silva, que foram
para o Corinthians de Caicó. O técnico Sapatão resolveu adotar a mesma estratégia de
formação de elenco utilizada no início do ano passado. Absorveu alguns jogadores
oriundos da região de Irecê e levou-os para o profissionalismo. Entre eles, estão o
atacante Kelly e o meia Jânio. O time também vai privilegiar os atletas formados na
base. Praticamente todo o time de juniores que ficou em terceiro no campeonato baiano foi
promovido à equipe de cima.Equipe base: Marco Aurélio; Dedé, Vágner, Márcio e
Rubem; Gilmar, Gama, Janílson e Adélson; Luciano Cardoso e Alan
H - Fundado em 16 de agosto de 1995, o Juazeiro Social Clube já
começou com uma estrutura profissional. Porém, o clube só nasceu graças à união de
oito times amadores que disputavam a liga local - América, Barro Vermelho, Carranca,
Colonial, Grêmio, Olaria, XV de Novembro e Veneza. Essa herança fez com que a equipe
arrebanhasse imediatamente um grande número de aficcionados, apesar de a cidade
concentrar milhares de torcedores de clubes de São Paulo e Rio de Janeiro. Isso
transformou o Juazeiro no time do interior da Bahia com o maior número de torcidas
organizadas, motivo de orgulho para a população local. Uma mostra da dimensão do quanto
o clube está mobilizando a cidade foi dada anteontem, quando a torcida lotou o Estádio
Adauto Moraes e vibrou com o triunfo sobre o Vitória, por 2x0, que pode dar o título do
primeiro turno do certame estadual ao time do norte. Horas antes do início da partida
não existia mais espaço para ninguém nas arquibancadas e na geral. Até nas torres de
iluminação havia torcedores, que ajudaram a empurrar a equipe a mais um resultado
positivo dentro da competição. Um detalhe importante não pode deixar de ser mencionado:
o Juazeiro ainda não foi derrotado dentro de casa. A paixão pelo Juazeiro se explica
não apenas pelo time carregar o nome do município, o que é um considerável atrativo,
mas também pelas ótimas campanhas realizadas pela equipe desde que passou a integrar a
primeira divisão do futebol baiano. Em 97, ano de estréia do time do norte na divisão
principal, o Juazeiro terminou em um honroso terceiro lugar. Aliás, o clube jamais ficou
em uma colocação inferior ao quarto lugar - em 98 ficou nesta colocação e no ano
passado repetiu o feito. As boas campanhas credenciaram o Juazeiro a representar o estado
em competições nacionais, tornando o clube conhecido fora das fronteiras do estado. O
time disputou quatro edições do Campeonato Brasileiro da terceira divisão (Série C) e
duas da Copa do Nordeste. Todavia, em nenhuma dessas oportunidades o Juazeiro repetiu o
mesmo desempenho verificado no Campeonato Baiano.
e ...
Seis anos depois de fundado, o Juazeiro Social Clube já alcança
um nível que a maioria das agremiações leva bem mais tempo para conseguir. Nos dois
anos anteriores, o tricolor do norte foi terceiro colocado no Campeonato
Baiano e no atual, antes de a bola rolar, já tem assegurado o título de vice-campeão e
as vantagens que se seguirão.
O Juazeiro tem como origem principal o Clube Social Barro Vermelho, fundado em 16 de
agosto de 1995 pelo atual presidente Carlos Humberto. Outros times que participaram da
fusão foram Veneza, Olaria, Carranca, XV de Novembro, Colonial, Juazeiro, Grêmio e
América.
As cores da agremiação (verde, vermelha e azul) são da Liga Juazeirense de Futebol,
onde o clube está formalmente sediado. Na prática, o time não tem sede. Toda a
burocracia da agremiação cabe na pasta do presidente.
Atualmente o Juazeiro conta com um grupo de 33 jogadores profissionais com idade média de
21 anos, informa o relações públicas, o jornalista Jota Jota. Segundo dados da
agremiação, o clube possui mais 450 atletas das categorias pré-mirim a júnior.
Na sua curta trajetória, o Juazeiro já conquistou os seguintes títulos: campeão da
Segunda Divisão (Acesso), em 96; Taça Vale do São Francisco, em 97; equipe-revelação
do Troféu Zuza Ferreira, em 99 e 2000, campeão da Taça do Interior (Primeira Divisão
do Campeonato Baiano/2001), além de participação destacada em competições como
Brasileiro da Terceira Divisão, em 98; Copa do Nordeste, em 2000, e Copa João Havelange,
também em 2000.
Empresários da cidade vão aproveitar o momento do time para iniciar a construção de um
moderno estádio para o clube com capacidade de 25 mil torcedores. A obra será erguida no
Complexo Esportivo no bairro de Juazeiro 4 (Dom José Rodrigues).
O complexo possuirá 180 mil m2 de área expansível. Serão oito campos gramados, com
vestiários, iluminação, quadras poliesportivas para diversos esportes, incluindo
tênis. Os empresários acreditam que serão necessários mais R$ 1 milhão para
conclusão da obra.
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