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2003
A mesma saída econômica usada pelo Sobradinho, que
contratou o Santo Antônio, campeão da Copa Peladão, será utilizada pela ARUC, que
contratou o vice-campeão, o Jardim, time do secretário de Esportes e promotor do
Peladão, Agrício Braga. Apesar de ceder o time amador, Agrício encabeça uma
debandada. Depois de criar o clube de futebol dentro da Aruc, em 2000, como espécie de
filial do Gama, e conseguir levá-lo à elite candanga e mantê-lo nos dois últimos anos,
a cúpula do alviverde deixou de investir neste ano. Acabou a filial. É bom
porque a gente vai aprender as coisas sozinho, comemora Careca,
vice-presidente do clube social. É exatamente pela falta de recursos
para bancar. Esse Campeonato Brasiliense é só despesa, critica o presidente
do Gama, Wagner Marques, um dos três sócios da empresa que arrendou o futebol da Aruc,
ao lado de Agrício e do advogado Paulo Goyaz. Fugiu ao nosso propósito de
ter uma filial. Com o fim da Lei do Passe, não tem mais tanta vantagem revelar
jogadores, explica Agrício. Sem estádio, o time do Cruzeiro manda seus jogos
no Gama. Serjão; Mineiro, Ismael, Emerson e Washington Zoreia; Hebert, Chicão, Écio e
André; Fledson e Merrê Técnico: Feijão
2002- Aruc, do técnico Risada, continua como
"filial" do Gama. A base do time é formada pelos juniores do Gama, jogadores
jovens, muitos futuros estreantes na Série A do Campeonato Brasiliense. EB - Leonardo;
Daniel, Alexandre, Alex e Josué; Goeber, Didão, Fávio e Steve; Altair e Kako.
2001 - A Aruc, vice-campeã brasiliense da Segunda
Divisão, tenta repetir o sucesso da escola de samba que originou o clube. Foram 23
títulos no carnaval de Brasília. O elenco está bastante empolgado e a expectativa é
repetir o sucesso também no futebol. Dos reforços, dez jogadores vieram do Gama, entre
eles, estão o goleiro Cláudio, o zagueiro Adriano, os lateral Rick e Micael, o volante
William e o meia Augusto. Equipe Base: Cláudio, Rick, Adriano, Flávio, Bira e Micael;
William, Augusto, Júlio César; Jackson e Neto. Técnico:Déo de Carvalho
H - Com a
fundação de Brasília em 1960, migrantes chegaram para formar a nova cidade.
Muitos cariocas se concentraram na região do atual Cruzeiro. Em 1961, alguns
moradores se reuniram na casa do carioca Paulo Costa e fundaram uma entidade para
desenvolver o lazer, esporte e cultura da região. Nascia, assim, em 21 de outubro de
1961, a Associação Recreativa Cultural Unidos do Cruzeiro. A partir daí
iniciou-se uma história repleta de glórias e vitórias. Em 1965 a Aruc conquistou seu
primeiro título de campeã do carnaval. O feito se repetiu mais 23 vezes consolidando a
hegemonia da Aruc na história do carnaval da capital.
Além de campeã do carnaval, a Aruc também transformou-se no
principal clube social do Cruzeiro. Como a região não tinha nenhum representante no
campeonato estadual de futebol, muitos cruzeirenses pressionavam a Aruc a formar uma
equipe. A diretoria do clube sempre rechaçou a idéia alegando falta de estrutura
financeira. Foi então que o secretário de Esportes e ex-presidente do Gama Agrício
Braga juntamente com os sócios Wagner Marques e Paulo Goyaz, arrendaram o departamento de
futebol do tradicional clube criando uma nova força no futebol candango. Logo no primeiro
campeonato, a Aruc conquistou o vice-campeonato da Segunda Divisão e a vaga para a
primeira. Em 2001, disputou com bom desempenho o campeonato metropolitano. Muitos
criticavam a ARUC comentando que o clube nada mais é que uma extensão do Gama. De fato,
boa parte dos jogadores do elenco de 2001 foram cedidos pelo Gama. A parceria Aruc/Gama
inclusive causa certa desconfiança dos outros participantes do campeonato da primeira
divisão. Em 2003, a parceria acabou. A ARUC optou por usar boa parte do elenco do clube
amador Jardim. No gol, o folclórico goleiro Serjão de 113 kilos
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