
Escudo usado até a mudança para Brasília FC |
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2002-
O Brasília amarga uma grande decadência desde meados da década de 80. A
falta de estrutura levou a diretoria a pedir para folgar na primeira rodada. Provavelemte
não será em 2002 que acabará o jejum de 14 anos sem títulos. É sério candidato ao
rebaixamento. Dudu; Viana; Bruno, Renê e Carlos; Agenor, Mozart, André e Fabrício;
Roberto e Silas.Técnico: Sidnei Picanso
2001 - O Brasília, oito vezes campeão do DF apostou nos juniores e
no técnico Pedro Pradera para esta temporara. Apesar de jovem a média de idade é
de 21 anos a base do Brasília tem uma experiência importante: a participação no
Módulo Verde da Copa João Havelange torneio que valeu pela Terceira Divisão do
Campeonato Brasileiro. Segundo Pradera, a vantagem do time é a união do grupo, que vem
jogando junto desde as categorias de base. Dudu, Carlos, Anderson, Renê, Rangel,
Borongue, Argeu, Léo, Claudinho, Luiz Otávio e Guilherme. Técnico: Pedro Pradera
H - Em 1969, a Associação Comercial do DF (ACDF) planejava
fundar um time de futebol. Como, pouco depois, surgira o Ceub, dentro de uma faculdade e
logo aderindo ao futebol profissional, a entidade preferiu esperar. Como a iniciativa
ceubense dera certo, no dia 2/6/1975, liderados por José da Silva Neto e Vicente de Paula
Rodrigues, os empresários se reuniram na sede da ACDF, aprovaram o estatuto e elegeram
Silva Neto o presidente do Brasília Esporte Clube, cuja cor vermelha foi sugestão do
dentista Mário Trigo, invocando o América-RJ.
Fundado o clube, o treinador Cláudio Garcia, ex-jogador do Fluminense, e o preparador
físico Caranambu Bessa, fizeram uma peneira que atraiu 600 candidatos e selecionou 15,
entre eles os zagueiros Jonas Foca, que ganharia oito títulos pelo clube, e Luis Carlos
Teixeira (foto), futuro astro do Cruzeiro e do Vasco. Em seguida, as primeiras
contratações (o goleiro Norberto "Mão-de-Onça", ex-Botafogo de Ribeirão
Preto; o lateral-direito Terezo, ex-América-RJ; o armador Erci, que estava no futebol
português; e o atacante Lenílson, ex-Madureira) e os primeiros amistosos contra times
amadores. No mesmo ano, o Brasília venceu o Torneio Incentivo, paralelo ao Campeonato
Nacional, disputado contra Campineira e Humaitá, do qual o capitão e zagueiro Pedro
Pradera (ex-Ceub, ABC de Natal e Portuguesa-SP), levantou o troféu entregue pelo
governador do DF, Elmo Serejo Farias.
Taça na prateleira, o Brasília fez o seu primeiro amistoso interestadual, vencendo o
Fluminense de Araguari, no Estádio Mané Garrincha, por 3 x 1, e, pouco depois o seu
primeiro grande jogo, perdendo, por 1 x 0 do Flamengo. O ato seguinte foi o Torneio
Imprensa, em 1976, contra Ceub, Taguatinga, Gama, Grêmio Brasiliense e Humaitá, ficando
em terceiro lugar, atrás de Grêmio e Taguatinga. Nessa disputa, esperava-se que surgisse
o futuro grande clássico candango, Brasília x Ceub, mas quando os dois se pegaram, não
saíram do 0 x 0.
Iniciado o Campeonato Brasiliense de 76, o título valeria vaga no Campeonato Nacional. O
Ceub ganhou o primeiro turno (Taça Brasília) e o segundo foi interrompido para se
disputar um quadrangular que indicaria o representante do DF na disputa. Mas o que pintou
foram liminares de todos os lados, culminando com o Ceub abandonando o futebol
profissional. O Grêmio também se esfacelou, o Taguatinga emprestou o grande ídolo da
torcida brasiliense, Banana, ao Vasco, e tudo ficou favorável ao Brasília, que terminou
campeão, numa final contra o Humaitá. Treinado por Velha, o time do título foi
Norberto; Terezo, Luis Carlos Teixeira, Sousa (ex-Cruzeiro) e Odair Galetti; Well,
Raimundinho "Baianinho" e Rogério Bayer; Humberto "Banga", Roberto
(ex-Clube do Remo) e Duda.
Fundado em 1975, é o clube profissional mais antigo em atividade no Distrito Federal.
O Brasília Esporte Clube era bancado pela Associação Comercial do Distrito
Federal e deteve a hegemonia no futebol candango, com oito títulos entre 1976 e 1987, um
recorde igualado somente em 2000 pelo Gama. Em 1999, já em crise, aproveitando a Lei
Pelé, tornou-se o primeiro clube-empresa totalmente privado do Brasil. Comandado pelo
médico veterinário aposentado Ênio Marques, um grupo de oito sócios fundou a
empresa Brasília Promoções e Participações Desportivas S/A e comprou, por preço
simbólico, o departamento de futebol do Brasília Esporte Clube mudando seu nome para
Brasília Futebol Clube passando a deter os direitos sobre a marca Brasília para
clube de futebol. Os planos eram ambiciosos. Entre outros pontos, queriam fazer
intercâmbio com clubes brasileiros e estrangeiros (incluindo-se aí até pré-temporada
na Europa); e a construção de um centro de treinamento atrás do Mané Garrincha. As
cores tradicionais vermelha e branca foram trocadas pelo verde, amarelo e azul, para ter
uma identidade maior com o Brasil. A idéia era, a longo prazo, vender a imagem do clube
no exterior. Em 2000, foi formada uma supercomissão técnica, com nove pessoas e o clube
passou a treinar na UnB. Toda essa estrutura deixou o clube com uma folha de pagamento em
torno de R$ 50 mil por mês. Para segurar um folha tão alta, os dirigentes contavam com o
acerto de parcerias, o que não aconteceu. Com uma receita baseada apenas na cota de cerca
de R$ 10 mil mensais repassados pela FM, fruto de um convênio com o GDF, os planos
mirabolantes caíram por terra. A dura realidade bateu as portas do clube em forma de
dívidas com a UnB, jogadores e comissão técnica. Em 2001, a situação piorou. O clube
disputou o estadual com uma equipe modesta esperando meramente não ser rebaixado. Não
conseguiu.
Assim, pela primeira vez, em mais de 20 anos, o Brasília, um dos clubes mais
tradicionais do Distrito Federal, oito vezes campeão brasiliense disputava a Segunda
Divisão Estadual. Transformado em clube-empresa em dezembro de 1999, sob a
responsabilidade de oito sócios, estava praticamente abandonado à própria sorte. Com a corda no pescoço, os cartolas resolveram cortar despesas. O
clube passou a ser um time de aluguel, com toda a estrutura bancada pelo Gama. O elenco na
Segunda Divisão foi formado por juniores do Gama, em preparação para a Copa São
Paulo de Futebol Junior 2002. O presidente do Gama Wagner Marques, ex-presidente do
próprio Brasíia assumiu todos os custos e inclusive trocou as cores do clube. Sumiram o
azul e amarelo do novo e fracassado Brasília e ressurgiram o vermelho e o branco do
Brasília dos tempos aúreos. A parceria surtiu efeito e o clube conseguiu reerguer-se e
conquistar a Segunda Divisão estadual. Com o fim da parceria com o Gama, o colorado
volta a ficar órfão. Espera-se que a diretoria consiga verbas para que o Brasília possa
voltar aos gloriosas conquistas de outrora.
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