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2005 Flávio
Costa, vindo da Monte Azul de São Paulo é um dos reforços.
Outros reforços: Luiz Almeida (goleiro), Rogério Gaúcho (zagueiro), Airton (zagueiro), Fábio Gomes (volante), e Pedro Paulo (atacante).
Luiz Almeida; Rogério Gaúcho, Ailton e Vinícius; Eduardo Arroz; Fábio Gomes; Lelo, Paulista e Márcio Loyola; Williams e Cadu.
2004 O
técnico é o experiente Pinho, de 58 anos, que estruturou sua carreira no interior de São Paulo.
2003
O técnico Polozzi espera surpreender e ser campeão. Luiz Almeida; Almeida, Liranço,
Jivago e Suliman; Valmir, Fabinho, Fernando Vila Nova e Márcio Costa; Josué e Maicon
Setembro 2002
Acabo de ler - e chorei a seguir - a matéria intitulada "Jataiense: sede
vai a leilão dia 23" (FOLHA DO SUDOESTE, 12 a 18/9/2002).
Não, caríssima leitora e caríssimo leitor, a sede da Jataiense não irá a leilão.
Irá a leilão um pedaço de Jataí. Não será apenas o patrimônio econômico expresso
no estádio Jerônimo Ferreira Fraga e na casa onde moravam João Rosa Soares, o melhor
lateral-esquerdo que o município conheceu - refiro-me ao João Puxa-Barba ou João
Torneira - e família, que irá a leilão. Irá um pouco das nossas lágrimas e dos nossos
sorrisos, das nossas tristezas e das nossas alegrias, um pouco do grito de gol da
Associação e um pouco do silêncio pelo gol do Corinthians de Rio Verde e do Palmeiras
de Mineiros.
Quando era menino, perguntava-se o endereço, dizia-se: "Acima do campo de
futebol". Era eu criança e estudava no Instituto Samuel Graham. Quando a gente
voltava para casa, terminadas as aulas, cruzávamos o campo de futebol para atalharmos.
Não havia muro. No canto esquerdo, do lado de cima, havia... Havia o quê? Um chão duro
porque amontoaram terra. Endureceu de tanto a gente pisar para atravessá-lo. Os gols eram
de madeira. Havia mangas nos manguerais da casa do João Puxa-Barba.
Tanta gente deu tanto para a Associação e agora, depois de grandes lutas, de grandes
pelejas... Nossos sorrisos, nossos gritos de gol, nossas lágrimas, nossos amores, nossas
paixões... Não, por amor de Deus, salvem esse estádio, não deixem que seja rasgada
essa página da história de Jataí. Já demoliram a velha cadeia e não falamos, à
época, nada. Demoliram a velha matriz da Praça Padre Brom e não falamos nada... Agora
se vai o nosso "Campo de Futebol?".
Há uma linda canção que diz assim: "Se esta rua, se esta rua fosse minha / eu
mandava, eu mandava ladrilhar/com pedrinhas, com pedrinhas de brilhante / pra meu bem, pra
meu bem poder passar". Tivesse eu muito dinheiro, com dinheiro ladrilharia essa
página da história de Jataí para que o velho "Jerônimo Ferreira Fraga" não
fosse leiloado, porque será um pedaço de Jataí a sê-lo.
Não, por favor, não deixem... Wilmar, Zeca e Nelson. Itamar, Medeia e João Torneira.
Ênio, Oyama, Bitencourt, Ruiter e Canhoteiro. Era esse o esquadrão de 1958 que venceu o
Andradina por 3 x 2, o Caiapônia por 11 x 0, empatou com o Olaria em 1 x 1. Depois...
Muitos depois e muito antes, muita história de futebol de Jataí. O goleiro Baiano, o
meio de campo Jacaré, os laterais Zé Mota e seu irmão Cícero, o Genaldo (hoje,
presidente), o Marica, o Ximbica, o Negola, o Inhâmber, o Oyama (de Rio Verde, o Dr.
Oyama, hoje), o Canhoto, o Léo, o Otávio, o Quinca, o Felinto, o Pierre, o Toninho (do
Leopoldo), o Duílio... Tudo isso será rasgado, danificado, destruído? Nãooooooooooo!
Não pode. Não, não pode. Não deixem rasgar essas páginas.
A Associação Esportiva Jataiense persistiu, persiste, não vai embora. Batem-lhe com
forças ventanias, ela resiste, é tradição não apenas em Jataí, mas no Sudoeste. Não
apenas em Jataí e no Sudoeste, no interior goiano.
Foi-se a velha cadeia, foi-se o velho templo católico, irá agora o velho campo de
futebol? Depois levarão o antigo andar do aeroporto (hoje, Corpo de Bombeiros), o Museu
Francisco Honório Campos. Estava me esquecendo... Levaram a velha sede do Jóquei Clube,
na Goiás com a Brasil. Vão levando, levem tudo, deixem-nos sem nada. Mas se nada posso
fazer, gritar pelo menos posso. Faço-o com os olhos molhados. Molhados de saudades,
molhados de amor à história da minha idolatrada - isso mesmo, sou idólatra - Jataí.
Jataí que me emociona, me entusiasma. Jataí é um horizonte para mim. Rua Rui Barbosa,
Diacuí, Avenida Brasil, onde fui criado, morro do Zequinha Eduardo, Zequinha Eduardo
trovador, Jataí do Joaquim Luís e do Mauro da Costa Lima tocando harpa... Jataí do
Éverton... da casa comercial do meu pai, meu saudoso pai, meu velho pai..."Naquela
mesa está faltando ele e a saudade dele está doendo em mim".
Agora querem acabar com o estádio Jerônimo Ferreira Fraga, com um pedaço de ouro da
página dourada que conta a história da cidade que amo com todas as forças da minha
alma, Jataí, minha idolatrada Jataí da peroba-rosa e da banana-da-terra mais saborosa da
Terra. Levem o velho campo de futebol, e esse chão vermelho receberá minhas lágrimas de
amor, de um amor doentio, agressivo, forte, fanático. É assim que amo Jataí. Por isso
me fere acabar com o "Jerônimo Ferreira Fraga", nome que lembra o alto-garcense
que adotou Jataí por cidade e que muito fez pelo futebol da Terra do Mel. Refiro-me,
obviamente, ao popular Fraguinha, que foi dono da Casa Guarani, na Goiás com a José
Carvalho Bastos, e venerável da "28 de Julho".
(texto de Fildelfo Borges, publicado na Folha do Sudoeste de
20/09/2002
2002 - Por intermédio do gerente de futebol José
Modesto de Carvalho, vieram vários atletas do interior de São Paulo, inclusive a
comissão técnica, que estava no América de São José de Rio Preto. O técnico é
Roberto Alcântara (Betão), que trouxe o preparador físico Márcio Braga e o treinador
de goleiros Luiz Donizete.
Jogadores já contratados: goleiros: Adriano (que veio do Oeste, de Itápolis-SP) e Rafael
(América-SP); laterais: Rafael, Michel e Alexandre (América-SP) e Ricardo (Mirassol-SP);
zagueiros: Sandro (Porto-PE), Ataílson e Vinícius (América-SP) e Tiago (Santo
André-SP); meias: Fernando (Rio Branco, de Americana-SP), Márcio Costa e Cris
(América-SP) e Niltinho (União Barbarense-SP); atacantes: Maycon (América-SP) e
Ricardinho (Corinthians-SP). Também integram o elenco jogadores de Jataí, como os meias
Bruno, Charles e Gleydson (Rodeirinha) e o atacante Juninho. Outros atletas locais serão
avaliados pela comissão técnica.
O teto salarial do clube é de R$ 500,00 e, segundo a diretoria, os recursos estão sendo
obtidos junto ao empresariado local. A Raposa também vem contando com a colaboração da
prefeitura de Jataí e do senador Maguito Vilela.
H No dia 11 de janeiro de 1952 um grupo de senhores
apaixonados por futebol se reuniu na sala de projeção do Cine
Avenida (mais tarde passaria a se chamar Cine Goiás),
localizada na Avenida Goiás, principal rua da cidade de Jataí.
O sonho desses homens era criar um clube de futebol com estádio
próprio, para que pudessem praticar o esporte e quem sabe mais
tarde até representar a cidade com as cores verde e branco,
e quem é o presidente fundador é o senhor Jerônimo Ferreira
Fraga, ele que toma frente e quase sem apoio constrói o
primeiro estádio de futebol do nosso município escolhendo então
a raposa como mascote do time, nascia ali então, a raposa do
sudoeste goiano.
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