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2005 De Bacabal, vem o Americano, que volta a disputar a Primeira Divisão três anos depois.
Mas essa volta pouco tem a ver com a cidade no qual foi fundado. Na verdade, o time virou um clube de empresários e o último objetivo da equipe será conquistar a competição. O principal objetivo mesmo é revelar jogadores para depois vendê-los para outros estados e até países.
O maior exemplo está na equipe que vem treinando. Do time titular, somente quatro já atuaram pelo futebol profissional: o zagueiro Gabriel, de 27 anos (ex-Moto), o volante Beto, de 23 anos (ex-Boa Vontade), e os meias Edivaldo, de 19 anos (ex-Viana) e Galdêncio, de 23 anos (ex-Viana).
Todos os outros, que não passam dos 20 anos de idade, vão para a sua primeira competição profissional.
No total, o elenco do Americano é composto de 26 jogadores, sendo seis são de Bacabal. O restante é de São Luís, cidade que a equipe treina, mas não realiza os seus jogos, pois as partidas serão no Estádio Correão.
Adriano; Careca, Gabriel, Hans Muller e Cleyton; Beto, Edivaldo, Galdêncio e Heldon; Di Marcos e Vanderlei
Técnico: Joãozinho Nery
2002 - AMERICANO
futebol clube
O Americano foi transferido de Bacabal para Lago da Pedra, porque o time será patrocinado
pela prefeitura da cidade. O grupo foi formado recentemente. A base é constituída por 14
atletas de Lago da Pedra e seis de Bacabal. O time treina no mesmo local onde serão
realizados os seus jogos na competição, no Estádio Waldizão. O treinador do Americano
é Pedro, que dirigia as escolinhas de futebol em Lago da Pedra, embora seja de Bacabal.
Cores: vermelho, azul e branco
H - Durante a CPI do Futebol da Cãmara, o
Americano esteve sob os holofotes das investigações. O Maranhão era acusado de
abrigar a maior fábrica de "gatos" do país. Foi averigüado que o
Americano de Bacabal negociara de 1995 a 2000 anos mais de 100 jogadores para o exterior e
que não participaria do campeonato de 2001 por estar sem dinheiro. A CPI alegou que o
Americano seria usado por empresários para facilitar as falsicações de identidade O
dirigente do Americano, Sr. Clóvis Dias, negou as acusações.
Texto adaptado de reportagens publicadas pelo Estado de São
Paulo em 2001
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