|
|
2005 O clube, segundo sua diretoria, investiu pesado para tentar quebra um tabu de nunca ter conquistado um Estadual, ao contrário dos seus concorrentes Sousa e Atlético.
O Nacional aposta na contração do técnico Washington Lobo, campeão pelo Botafogo em 2003 e alguns jogadores experientes, casos de Aírton, Missinho, Sheba, Gustavo e João Paulo.
Nacional de Patos - Bel, Airton, Nilson, Weskey e Sheba; Alysson, João Paulo, Clóvis e Delano, Missinho e Fabinho. Técnico - Washington Lobo.
2004 Delano é um dos destaques
do clube patoense.
2001 - O Nacional, nas últimas duas décadas, sempre armou boas equipes,
sendo vice campeão paraibano em 1979, 81, 90, 92 e 93, promete lutar pelas primeiras
colocações do Certame de 2001. Time Base: Pavão, Coquinho, Wescley, Lima e
Vagner; Jair, Wendel, Naldo e Edinho Jatobá; Kelson e Batista
H O Nacional nasceu da união dos funcionários
federais de Patos. O nome, inclusive, foi tirado das repartições pois, todas elas, eram
assim identificadas: Correios, DNER, Rede Ferroviária, DNOCS, etc. Sendo repartição
federal trazia a palavra NACIONAL no nome e a fórmula unificou o NACIONAL das
repartições com NACIONAL do clube.
Começou verde-amarelo e depois passou a verde-branco, ou alvi-verde ou VERDÃO, como
dizem os locutores esportivos. A fundação se deu à 23 de dezembro de 1961 e, ao longo
do tempo, muitas glórias foram acumuladas através de conquistas de títulos, taças e
simpatias. Tanto que conseguiu fazer frente ao Esporte de Patos na bola, na torcida, nos
títulos e na fama.
Enquanto o futebol de Patos foi jogado no velho campo do Colégio Estadual, o Nacional
não foi feliz no confronto direto com o Esporte. Somente depois do "Zé
Cavalcanti" (inaugurado em 1964) o Verdão mostrou as garras. Logo na inauguração
aplicou 2X1 no velho PATO e daí prá cá alternou bons e maus resultados tendo, segundo
dizem, ligeira vantagem.
No confronto das torcidas, há dúvidas e teimas: os nacionalinos acham que têm mais; os
alvi-rubros juram que são maioria. O que nota, claramente, é que a torcida nacionalina
é mais jovem e mais vibrante, embora mais frouxa, nos momentos de dificuldade. A glória
de "fiel torcida" continua do lado alvirubro.
Medindo pelos títulos conquistados, o Nacional ganha disparado: tem quatro
vice-campeonatos estaduais (78, 89, 90 e 91); é penta campeão do Torneio Incentivo,
promovido pela CBF (77, 78, 79, 80 e 81); ganhou mais taças "Cidade de Patos"
do que o Esporte (disputa anual mantida pelos dois clubes durante muito tempo e que
correspondia ao compeonato da cidade).
Embora mais novo, é bem mais famoso do que o Esporte. Conquistou nome e fama através dos
amistosos que disputou em mais cidades do Nordeste e, principalmente, pelas campanhas mais
produtivas no Camponato Paraibano. Por muitos anos seguidos o Nacional ficou entre os
quatro primeiros times da Paraíba e colocado bem à frente do rival. Até os alvi-rubros
reconhecem!...
Os primeiros times do Nacional foram amadores e compostos por funcionários federais;
depois houve a abertura para atletas não funcionários, embora amadores. Profissionais
só começaram a ter vez quando surgiu a possibilidade de entrar no campeonato paraibano.
Os atletas, embora sem registro, passaram a receber salários e cumprir programação
sistemática de treinamento.
A partir daí surgiram os jogadores "de fora"juntos à "prata da
casa", iniciaram o processo de mudanças do "doméstico" para o
"regional". A melhor prova dessa mistura é a dupla mais famosa do nosso
futebol: DISSÔR / LULU, que marcava gols e chamava público. Outros craques de casa
(Zito, Mário Moura...) e outros "cobras" de fora (Oliveira, gonzaga...),
também marcaram época.
De 1965 (primeiro campeonato) até 1970 (mesmo aos trancos e barrancos), o Nacional
manteve o nível: time caro, departamento médico, concentração e treinamento normal. Em
1970 abandonou o campeonato (no meio) e foi punido com multa alta e um ano de suspensão.
Ficou de fora em 1971 e voltou em 72, com cara nova, time novo e nova mentalidade: plantel
caseiro, barato e homogêneo: foi o tempo dos famosos "moleques da Rua da
Baixa".
Não foi mole fazer a mudança. A maioria não aceitava um time pequeno e até dirigentes
lendários abandonaram o barco. Disfarçado de GUARANY e jogando amistosos por aí, o time
foi ganhando corpo e impondo a transformação indispensável. A "meninada"
tinha nomes esquisitos (Côco, Cocó, Tripa, Gato, Grilo, Mucuim), mas jogava o fino da
bola. Foi daí que o Nacional ganhou o mais glorioso de todos os seus muitos apelidos:
ACADEMIA DO FUTEBOL. Embora tenha sido sempre um time de toques, futebol técnico,
rasteiro e vistoso (futebol romântico), somente teve o reconhecimento definitivo da
crítica, após mostrar o balé dos irreverentes peladeiros; um time que "jogava por
música".
|