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2004 O Central resolveu fazer uma mudança radical no time para ver se consegue retomar o posto de melhor time do interior. Para dar a volta por cima, a equipe de Caruaru contratou o técnico Djalma Linhares e mais 15 jogadores. Dois jogadores contratados ao Guarani/SC são as maiores promessas do time para a temporada. São eles o goleiro Dênis e o atacante Clei, um dos mais experientes do grupo com 30 anos. Outro atacante contratado no futebol do Sul do País foi Da Silva, que estava no Sorocaba/SP. As outras novidades da equipe vieram de Estados da região. Do futebol paraibano, o Central trouxe o goleiro Dênis, o meia Sivaldo e o lateral-esquerdo Lico. Do Piauí, vieram o volante Jó e o meia Neném. Mas a Patativa também manteve alguns atletas do grupo do ano passado aprovados pelo treinador Djalma Linhares. Os laterais-direito Fia e Edilton, o zagueiro Romero, os volantes Júlio e Dinho e o experiente meia Catende são alguns deles. Atletas revelados nas divisões de base do clube também terão chance este ano de atuar na equipe principal. É o caso do meia Cléber e do lateral-esquerdo Oziel.
Mas a maior aposta da diretoria está mesmo no jovem atacante Juninho, 18 anos, que foi artilheiro do time no Estadual da categoria em 2003. Segundo o treinador Djalma Linhares, a intenção é mesclar alguns jogadores experientes contratados com outros que já estavam no clube, além de investir na prata-da-casa.
2003
- Quarto colocado no último Campeonato Pernambucano, o Central quer pelo menos
manter esse lugar e o status de melhor time do interior no Estadual. Quebrado
financeiramente, o time ainda está recolhendo os cacos gerados no segundo semestre de
2002, quando ficou seis meses parado - a equipe caruaruense abriu mão de disputar a
Terceira Divisão do Brasileiro, por falta de condições financeiras. O
principal problema é em relação ao estádio do clube, o Luiz Lacerda. O gramado do
Lacerdão está em condições sofríveis, por culpa da crônica falta de água em Caruaru
- chegou-se ao ponto de os jogadores não estarem treinando no campo por não poderem
tomar banho depois. O clube também teve de realizar alguns reparos, exigidos pela
vistoria da Federação Pernambucana de Futebol: colocou mais extintores no estádio,
aumentou o número de placas sinalizadoras e ainda teve de retirar uma grade de arame
farpado, que, de acordo com o Corpo de Bombeiros, poderia provocar acidentes.
Não se pode dizer que o Central ficou aquém dos clubes grandes em relação ao volume de
contratações - doze jogadores vieram para a atual temporada. A mais importante foi a do
técnico carioca Argeu dos Santos, ex-zagueiro. Surgido nas divisões de base do Vasco,
Argeu já defendeu as cores do Central, na década de 80. Ele estava treinando o Quixadá,
modesto time da primeira divisão cearense. Dos contratados pelo Central para a disputa do
Campeonato Pernambucano, o maior destaque é o atacante Marquinho Petrolina, velho
conhecido dos rubro-negros - ele chegou a ser titular do Sport, nos tempos do técnico
Emerson Leão. Pablo Lima; Ivan, Nílton, Romero e Jacaré; Sivaldo, Reginaldo, Catende e
Renatinho; Marquinhos e Agnaldo. Técnico: Argeu dos Santos
2002 - Conquistou
o título da Copa Jarbas Vasconcelos e manteve a equipe para o estadual. Marleudo,
Júlio, Newton, Erivelton, Romero e Joãozinho, Romildo (Bianor), Claudinho e Catende,
Saulo e Júnior Caruaru. Técnico: Severino Bezerra
2001 - O Central inicia o Estadual com a
responsabilidade de ser o legítimo representante de Caruaru, após a saída do Porto para
a cidade do Bonito. O clube alvinegro quer fazer uma campanha melhor do que a de 2000,
quando ficou em sétimo lugar. A confiança deve-se à manutenção do time-base que
chegou às oitavas-de-final do Módulo Verde da Copa JH. Para dirigir o time, veio o gaúcho Didi Duarte, que defendeu o
Náutico e o Sport na década de 70. E, como treinador, chega com o desafio de repetir o
bom trabalho nas equipes do futebol potiguar, onde conquistou o título de tetracampeão
estadual pelo ABC. Junto com o treinador, chegaram o meia Jacaré e o atacante
Fábio, egressos do ABC, além do zagueiro Raniele, procedente do Alecrim. O Alvinegro
ainda conta com a volta do atacante Remo. Destaque do time no Estadual do ano passado, ele
estava no futebol turco. Marleudo; Zé Carlos, Raniele, Erivélton e Evandro; Vado, Valber,
Joãozinho e Capanema; Xexéu e Valter. Técnico: Didi Duarte
C - O Estádio Pedro Victor de Albuquerque, passou a chamar-se
Estádio Luis José de Lacerda, devido a sua ampliação na década de 80, fazendo do
Central o time de maior patrimônio do interior de Pernambuco, na gestão de Luiz José
Lacerda.
H Maior clube do interior
pernambucano, o Central foi criado exatamente às 13h do dia
15/06/1919, na Sociedade Musical Comercial Caruaruense. Em
meados dos anos 20, o então presidente Pedro Victor Albuquerque
doou um terreno ao clube, no local foi construído o estádio,
que hoje leva o nome de Pedro Victor.
Até os anos 30 o time só disputava ligas regionais, mesmo
assim revelou grandes jogadores como Machadinho, Zuza, Teonilo,
Pedro, Rochura, Joaquim, Alemão e Tutu. Em 1936 o Vasco da
Gama, que na época contava com o lendário Ademir da Guia, foi
a capital do Agreste para um amistoso. O time cruzmaltino suou
para conseguir vencer a patativa por 1 a 0. Os centralinos ainda
conseguiram empatar, través de Tutu, mas o árbitro anulou o
gol.
Um ano mais tarde, o Central finalmente era incluído entre os
grandes do futebol pernambucano e começou a disputar o
campeonato estadual. Em 1937, pela primeira vez o Central foi
disputar o Campeonato Pernambucano. O sonho durou pouco, pois no
mesmo ano a diretoria ficou irritada com as arbitragens e
retirou a equipe do torneio. O Central filiou-se à Liga
Esportiva Caruaruense e conseguiu faturar os títulos de 1942,
1945, 1948, 1951/52, 1954, 1958. Em 1951, a Patativa conseguiu
um feito histórico, vencendo o Jocaru por 23 a 0, o meia Milton
foi o artilheiro do jogo com 11 gols.
O alvinegro do Agreste só voltou a disputar o campeonato
Pernambuco da primeira divisão em 1960, depois de muito esforço
do então presidente da Liga Desportiva Caruarense, Gercino
Pereira Tabosa e do presidente da FPF, Rubem Moreira da Silva.
Rapidamente o time se transformou na terceira força do futebol
pernambucano. Nos anos 70 e 80 o Central passou a disputar o
Campeonato Brasileiro, levando grandes equipes ao Pedro Victor.
Em 1986 o maior recorde de público da história de Caruaru,
24.450 pessoas foram assistir ao jogo entre o time da casa e o
Flamengo.
Nos últimos anos o time não vem obtendo bons resultados no
estadual. O Central chegou até a cair para a segunda divisão
do Pernambucano, em 1999, mas voltou à elite no ano seguinte.
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