|
|
03/2003 - Com uma
campanha lamentável na temporada 2003, o clube foi rebaixado para a Segunda Divisão. Com
o final do Campeonato Paranaense de 2003, para o Cascavel Clube Recreativo e com seu
rebaixamento para a Segunda Divisão da competição, a equipe encerrou suas atividades
neste ano. Para o torcedor da cidade, que voltou ao estádio este ano para incentivar a
Serpente na Primeira Divisão, isso vai significar pelo menos dez meses sem o futebol
profissional na cidade.
"Não temos nenhum campeonato para disputarmos até o ano que vem, com isso, o
Cascavel encerra suas atividades. Ainda tivéssemos alguma coisa para disputar, ficaria
inviável por causa da falta de um maior apoio financeiro", conta Sandro Bacarin,
presidente do Cascavel Clube Recreativo.
A falta de dinheiro para contratar e começar uma pré-temporada mais cedo foi o principal
fator para a queda do Cascavel para a Segunda Divisão do paraense. "Sem apoio fica
muito difícil. Não pudemos contratar jogadores melhores, não pudemos dar um tempo
adequado para treinamento do grupo, ai fica muito complicado. Nosso objetivo era o de pelo
menos não cair, mas não teve jeito", explica Bacarin.
Para o ano que vem, Bacarin está decidido: "Se nós tivermos o mesmo apoio que
tivemos em 2003, e se depender somente de mim como este ano, o Cascavel corre o risco de
não disputar nem a Segundona", desabafa. "A torcida nos ajudou comparecendo ao
Estádio, mas faltou o empresariado. Alguns ajudam sempre, como a Univel, o Alfredo Kaefer
e o Jorge Guirado, mas nós precisamos de mais pessoas se quisermos ter em campo um bom
time", finaliza o presidente.
2003 - Após cinco anos, Cascavel volta à elite do
futebol paranaense. Nesta ausência, a cidade passou o vexame de ter até três clubes na
Segunda Divisão e nenhum na primeira. Agora, os freqüentadores do estádio Olímpico
Regional preparam-se torcer pelo Cascavel Clube Recreativo. Quem viu o Cascavel Esporte
Clube agonizar na década de 90, lembra do preto e amarelo na camisa. No título estadual
de 1980, vermelho, azul e branco eram as cores da camisa. As mesmas do novo time da
cidade. Para ajudar a camisa a ganhar os jogos, a primeira coisa que o clube fez foi
manter o técnico Joel Costa. Carioca de 45 anos, Joel foi volante do Fluminense, do Remo
e do Paysandu. Já treinador, foi aprendiz da escola gaúcha. Passou pelo Ypiranga de
Erechim e pelo Aymoré de São Leopoldo antes de chegar a Cascavel no ano passado. O time
tem como destaques o lateral Nílson, ex-Internacional, e o atacante Biro-Biro, que era do
Prudentópolis. O experiente meia Reginaldo, 32 anos, ex-Paraná, é uma alternativa que
Joel tem no banco. Cascavel: Sandro; Nílson, Guilherme, Aldenir e Valmor; Kullman,
Fernando, Daniel e Juan; Biro-Biro e Edimilson. Técnico: Joel Costa
H - Buscando fortalecer o futebol da cidade, os
representantes do Cascavel S/A, Cascavel E. C. e SOREC se uniram para o surgimento do
Cascavel Clube Recreativo, que será o único representante da cidade no futebol
profissional. A Presidência do novo clube ficará a cargo de Sandro
Bacarin , com Samoel de Mattos na vice e Alfredo Kaefer ficou com a presidência do
conselho deliberativo. As cores do novo Cascavel também já foram definidas. Serão o
vermelho, azul e branco, que tantas glórias trouxeram pelo antigo Cascavel E.C. chegando
inclusive ao título máximo do futebol paranaense em 1980.
|