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H - O Operário Ferroviário Esporte Clube completa hoje 90 anos de fundação,
longe da história do tradicional Fantasma da Vila que assombrava os times da
capital nas primeiras décadas do século passado. Hoje, o clube se volta exclusivamente
ao seus quadro associativo (cerca de 500 sócios).Somos apaixonados pelo futebol,
mas desde que ele seja administrado de maneira profissional, sem colocar o patrimônio do
clube em risco, diz o presidente do alvinegro, Silvio Gubert. O dirigente explica
que o Operário deixou o futebol profissional por um motivo simples,
dívidas. O afastamento do profissionalismo, lembra Gubert, aconteceu na
gestão do presidente Carlos Roberto Iurk, para colocar a casa em ordem. Além
de algumas ações trabalhistas, o clube devia ao INSS e FGTS. O débito com a
Previdência, segundo Gubert, foi parcelado em 96 meses, hoje com 72 parcelas quitadas.
O presidente do Operário reconhece que o Estádio Germano Kruger (maior patrimônio do
clube) precisa de uma ampla reforma, dizendo que dentro das condições do clube
isso será feito. Gubert lembra que há dois anos o Ministério Público solicitou
ao Operário estudos de peritos para saber da condições estruturais do estádio. Segundo
ele, o trabalho foi realizado, mas até hoje não houve retorno por parte do MP.
Com relação à ausência do clube até mesmo no futebol amador da cidade, o presidente
alvinegro explica que neste primeiro semestre o Estádio Germano Kruger está arrendado
para o Ponta Grossa, que disputa o Campeonato Paranaense, inviabilizando os treinos e
jogos das equipes do clube. Para entrar nos certames da Liga teríamos que alugar
outro espaço.
Enfatizando que o clube está com as contas em dia, Gubert reforça que Operário está
aberto a parcerias para tocar o futebol, desde que haja um projeto de longo prazo,
com manutenção de categorias de base. Sem desmerecer o passado do clube e a época
romântica do futebol, ele comenta que sem investimento não há como se manter.
Teríamos que ter um CT (centro de treinamento), com no mínimo dois campos para
treinos, alojamentos e infra-estrutura, conclui.
Ferroviários fundaram o Fantasma
da Vila
PONTA GROSSA O Operário Ferroviário Esporte Clube teria surgido,
segundo relatos de ex-dirigentes e jornais da época, de um grupo de rapazes que, nos
finais de semana, jogava com o time do Riachuelo e do Tiro de Guerra ponta-grossense, no
campo do alto do cemitério. A data de fundação não seria 1º de maio, mas sim 7 de
abril de 1913, como consta na primeira página do Diário dos Campos daquele dia:
Temos a honra de levar ao vosso conhecimento que hoje em Vila Oficinas há um grupo
de pessoas propensas a fundação de um clube que vai ser denominado de Football Club
Operário Pontagrossense.
Fundaram o clube Raul Lara, Oscar Marques, Henrique Piva, Adolfo Piva, João Simonetti,
João Holzmann Júnior, João Hoffman Júnior, Alexandre Bach e João Fernandes de Castro.
O primeiro time formou com Piva, Bach, Azevedo, Souza, Simonetti, Piva II, Meister,
Holzmann, Paulista, Wagner e Holger.
O apelido de Fantasma veio através da imprensa da Capital, que sempre mencionava que
lá vem o Operário assombrar nossos times. Empurrado por sua fiel torcida, o
alvinegro fez grandes campanhas em certames estaduais, com destaques para os títulos de
1961 (campeão paranaense da zona sul) e 1969 (campeão da segunda divisão). Nos anos de
79, 89, 90, 91 e 92, o clube disputou o campeonato brasileiro.
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