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Escudo Antigo
H O Barra da Tijuca, time bancado
por um grupo de empresários e que vinha mandando seus jogos no campo do Rodoviário, na
cidade de Piraí, inaugurou seu acanhado estádio em Vargem Grande com capacidade para
1000 pessoas
2001 - O Barra é administrado como uma pequena empresa.
Você acumula as funções de empresário e dirigente, fato que se repete em outros clubes
na Segunda Divisão. Essa forma de administração é a saída para os clubes menores?
Os clubes menores têm que ter um mínimo de estrutura. Se ninguém
se preocupar com isso, o time não consegue chegar a lugar algum dentro de campo. Todo
clube precisa investir na categoria de base, mas sem dinheiro isso fica difícil. Contamos
com o auxílio de um patrocinador e uma firma de engenharia, na qual sou um dos sócios,
mas ainda procuramos ajuda. Hoje temos 90 atletas jogando futebol, o que significa menos
90 problemas nas ruas do Rio de Janeiro. Quem pratica esporte não faz nada errado. Esse
trabalho social é bem mais importante que o futebol.
Como é a estrutura do Barra?
Estamos nos reerguendo. O Barra, que era o Fla-Barra, não tinha estrutura nenhuma até
1999. No ano passado, reiniciamos um trabalho e, em 2001, começamos a montar a equipe
profissional para depois partir para as categorias amadoras. Fizemos um convênio com o
Sesi/Senai que nos dá uma ótima infra-estrutura. Hoje estamos construíndo um estádio
em Vargem Grande. Quando cheguei ao Barra da Tijuca não havia a menor estrutura. Aí
comecei a comprar garrafa térmica, água e sanduíches para os jogadores quando, em 2000,
o presidente me chamou para assumir o cargo de vice de futebol. Meu filho (Leonardo
Coutinho, zagueiro e capitão do time profissional) estava nos juniores. Temi atrapalhar a
carreira dele, por que surgiriam boatos maldosos, mas acabei aceitando.
A Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj)
ajuda aos clubes menores? Eu sempre tive apoio moral, mas nunca financeiro.
Esse apoio financeiro para os clubes da Segunda e Terceira Divisões é importante. Não
seria encher o bolso de ninguém, mas para ajudar a desenvolver o trabalho nesses clubes.
O Cássio e o Reinaldo, por exemplo, hoje são titulares no Flamengo, mas começaram aqui.
Teriamos outros exemplos se conseguissemos mais dinheiro. O trabalho dos clubes pequenos,
na verdade, consiste em descobrir talentos para os grandes.
O Barra da Tijuca foi eliminado da Segunda Divisão na fase
Seletiva, mas foi convidado a continuar na competição. Você acha isso justo?
O Barra não foi eliminado. Ele chegou em terceiro lugar na classificação,
assim como Canto do Rio, Casimiro de Abreu e Copacabana. Nós fomos os melhores terceiros
colocados e jogaríamos a Segundona de qualquer forma, pois três outros clubes desistiram
de participar (Campo Grande, Nova Iguaçu e Barreira). O Barra da Tijuca não foi
eliminado, só não se classificou na primeira Seletiva. A Ferj achou por bem convidar
todos os terceiros colocados por que, devido a problemas judiciais, o campeonato corria
risco de não continuar
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