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Esporte Clube 14 de Julho

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Fundação 14 de Julho de 1902
Endereço R Uruguai esq Nei Savi
CEP 97570-000 Santana do Livramento/RS (55) 2421004
Estádio  João Martins - 6000 -
Uniforme Camisa listrada vermelha e preto, calção preto e meias pretas

Títulos Três tricampeonatos de Livramento (1943/44/45; 1958/59/60 e 1964/65/66), terceiro colocado no gauchão de 1952. Vice-campeão da Segunda Divisão Estadual 1979

Cem anos do vovô da Fronteira
O 14 de Julho, de Livramento, comemora o centenário e orgulha-se de ser o terceiro clube mais antigo do futebol brasileiro e o primeiro no país a vestir camiseta rubro-negra, antes mesmo do Flamengo
LUÍS EDUARDO AMARAL
Correspondente/Santana do Livramento
O futebol gaúcho festeja neste domingo, em Santana do Livramento, o centenário de fundação do Esporte Clube 14 de Julho, um dos mais populares do interior do Estado e o terceiro mais antigo do país.  O 14 de Julho tem quase a idade do futebol brasileiro. Apenas o Rio Grande e a Ponte Preta, ambos de 1900, são mais velhos do que o chamado “Leão da Fronteira”. Além do 14, o Fluminense também comemora seu centenário no ano da conquista do Penta pelo futebol brasileiro.         A festa se inicia às 8h, quando torcedores rubro-negros espalhados pela cidade de Livramento e Rivera devem promover um foguetório. No passado, a torcida do 14 foi tão fanática como a dos xavantes, do Brasil, de Pelotas. Era comum público maior do que 15 mil torcedores nos jogos contra Grêmio, Inter e São José na Capital. No entanto, a falta de um time confiável ao longo dos anos adormeceu a torcida e causou um fenômeno até então impensável: a presença de tradicionais torcedores rubro-negros nas arquibancadas do estádio do rival Grêmio Santanense, quase um sacrilégio. Ainda na manhã de domingo, haverá uma homenagem ao patrono João Martins, que foi jogador e dirigente no início da história do clube e que acabou morrendo como tenente da Brigada Militar durante um conflito em 1932. Ele dá nome ao estádio, com capacidade para 6 mil pessoas.
        Como o futebol profissional está desativado desde 1998, o amistoso da tarde será um confronto entre os juniores do 14 e o do Grêmio de Porto Alegre. A equipe já tem uma base formada há dois anos, desde os juvenis, e o sonho da diretoria é mantê-la para ingressar na Série C do Campeonato Gaúcho no próximo ano.
        O esforço para fzer voltar o futebol ao gramado do Estádio João Martins é talvez o maior motivo de festa no centenário do “Leão”. Hoje em torno de 10 funcionários trabalham de graça no clube com a esperança de um dia ver o 14 de Julho disputando pontos contra a dupla Gre-Nal na Primeira Divisão do Campeonato Gaúcho.
        O ex-presidente João Jamonot Apoittia é provavelmente o personagem mais importante desta nova etapa do clube. Conselheiro há 53 anos, ele comprou uma briga contra os críticos do retorno do clube ao futebol e chegou até a ser hospitalizado com problemas de saúde. Só assim Apoittia não pôde estar diariamente este ano nas dependências do 14 de Julho. Refeito da indisposição, o torcedor-símbolo promete não esquecer este domingo.
        – Será um dia de festa, sinal de que estamos trazendo o “Leão” de volta para o cenário do futebol gaúcho – desabafa o conselheiro.
        O amistoso será às 15h no Estádio João Martins.
        O nascimento
        O Esporte Clube 14 de Julho nasceu em 1902 em um antigo areal onde hoje está localizado o Parque Internacional, na fronteira entre Santana do Livramento e a cidade uruguaia de Rivera. Um grupo de garotos brasileiros costumava brincar de “foot ball pelota pata”, como os uruguaios denominavam o esporte.
        De tanto admirar os times de Rivera, onde o futebol chegou mais cedo, os garotos resolveram montar uma equipe para confrontá-los. Batizou então o time com a data da fundação: 3 de Maio. Mas o batismo não durou muito tempo. Resistiu pouco mais de dois meses. No dia 14 de Julho, o grupo de garotos venceu sua primeira partida e, diante de tanta euforia, resolveu fazer uma homenagem marcante a tamanha façanha e mudou a data-símbolo do clube. Foi quando o 14 de Julho começou a fazer história.
        Um leão em campo
        O apelido de “Leão da Fronteira” surgiu pela primeira vez em março de 1914. O grande Peñarol deixou Montevidéu para realizar um amistoso em Livramento. Era como se hoje o Boca Juniors visitasse Livramento. O 14 de Julho conseguiu empatar o jogo à custa de muita força e garra, que acabou por surpreender os favoritos uruguaios. O apelido já fora citado, mas ficou famoso em todo o Brasil somente em 1919. Foi quando o 14 de Julho goleou o Inter por 6 a 2 em plena Capital, na Chácara do Eucaliptos. No dia seguinte, os jornais de Porto Alegre, em especial o Diário de Notícias, estamparam nas manchetes a expressão “Leão da Fronteira”. Nasceu daí o distintivo do clube, com a figura de um leão.
        O primeiro rubro-negro
        A polêmica sobre o primeiro clube rubro-negro do futebol brasileiro dá razão ao 14 de Julho. O Flamengo, do Rio, como time de futebol, surgiu apenas em 1912. Antes, era clube de regatas. Mas o 14 de Julho já utilizava as listras horizontais em vermelho e preto desde a fundação, em 1902. Também foi o “Leão da Fronteira” a primeira equipe brasileira a conquistar um título internacional. Em 1909, convidado a participar da Copa La France, em Rivera, disputou a competição com três equipes do Uruguai e conquistou o título até então inédito para o futebol do Brasil. A outra façanha do 14 de Julho é se tornar o primeiro clube gaúcho a ceder um atleta para a Seleção Brasileira. Em 1920, o ponta-de-lança Cipriano Nunes da Silveira, o Castelhano, foi convocado para disputar o Sul-Americano no Chile. Mais três gaúchos foram convocados para aquela competição, mas atuavam em clubes de outros Estados. Castelhano era natural de Livramento e jogou de 1907 até 1929 no 14 de Julho. Com sotaque de quem morava em Rivera, Silveira ganhou o apelido de Castelhano.
Esporte Clube 14 de Julho
Fundação: 14 de Julho de 1902.
Estádio: João Martins (capacidade para 6 mil pessoas).
Cores: Preto e vermelho.
Presidente: José Castro Filho (o presidente José Carafini está licenciado do cargo).
Vice-presidente de futebol: Carlos Alberto Martins.
Símbolo: Leão.
Treinador: Eurico Acosta.
Principais títulos: Três tricampeonatos de Livramento (1943/44/45; 1958/59/60 e 1964/65/66) e terceira colocação no campeonato gaúcho de 1952.
História de um pioneiro
O 14 de Julho chega aos cem anos com alguns orgulhos:
• Primeiro clube rubro-negro do país
• Terceiro mais antigo do futebol brasileiro
• Primeiro a vencer um jogo internacional, em 1906
• Primeiro a vencer um torneio internacional, a Copa La France, em 1909
• Primeiro clube gaúcho a ceder um jogador para a Seleção Brasileira. Chamava-se Castelhano, em 1920.
• Filiado à Federação Gaúcha desde 1919
• Tem 40 títulos municipais e oito internacionais

A origem do esporte clube 14 de Julho
O esporte clube 14 de julho surgiu através de um grupo de garotos, que jogava as escondidas dos pais. O primeiro local aonde este grupo se reunia, era um areal onde hoje fica o parque Internacional. Os garotos que ali jogavam tentavam imitar o futebol uruguaio que na época era um futebol bem desenvolvido e disputado com muita virilidade. Com o passar do tempo esses garotos cresceram e formaram uma organização efetiva de clube, tendo em 1905, Felizardo Ávila como seu primeiro presidente. Nos primeiros 20 anos de vida do clube, além de títulos importantes, o esporte clube 14 de Julho conquistou muitas coisas que enaltecem o nome da fronteira. Entretanto podemos destacar as seguintes citações: o primeiro rubro-negro do Brasil; o primeiro clube brasileiro a ganhar uma competição internacional, um torneio chamado Copa de France, realizado em 1909, reunindo quatro clubes da fronteira; foi também o primeiro clube gaúcho a ceder um jogador para a seleção brasileira, seleção esta que participou do Sul Americano do Chile no ano de 1920.

Barrada uma lenda na zaga do Leão da Fronteira
Do time da década de 30, certamente o maior destaque foi um beck, denominação inglesa dada a um zagueiro, chamado Barrada. O zagueiro Barrada foi direto de Sant'Ana do Livramento para Montevidéu, a fim de jogar no todo poderoso Penharol. Barradas fez tamanho sucesso que após sua passagem pelo clube, todo o jogador de cor, que se destaca na defesa do Atlético Clube Penharol, era imediatamente cognominado de Barradas. O apreço dos uruguaios pelo jogador era tanto que, posteriormente, em 1952, o então presidente do Esporte Clube 14 de Julho, Garcia Prado foi até Montevidéu para convidar o Penharol para fazer um jogo festivo alusivo aos do Leão da Fronteira e recebeu logo da direção do clube da capital uruguaia uma resposta positiva e também a informação que jogariam de forma gratuita em Sant'Ana do Livramento, tendo em vista que a cessão do passe de Barrada, que tantas alegrias deu ao jalde-negro, havia sido feita de forma graciosa aos carboneros.

 

Hino do 14 de julho
14 de Julho... tricampeão encarnado e preto, são as cores do nosso pavilhão. Somos desportistas, trabalhando com todo fervor, 43, 44, 45 são as provas de nosso valor. Avante 14 de Julho, mostrai, mostrai teu valor Tu sempre foste 14 de Julho, Altivo e batalhador. Tu és o galhardão da mocidade inteira Velho Leão da Fronteira. Rubens Santos

 

O Esporte Clube 14 de Julho nasceu em 1902 em um antigo areal na linha divisória de Sant'Ana do Livramento/Rivera, onde hoje se encontra o Parque Internacional. Era um clube apenas de garotos, que jogavam futebol "às escondidas", temendo as surras que levariam de seus pais, os quais não admitiam meninos correndo atrás de bola, um esporte que, na época, era praticado apenas por adultos. Em 1905, os meninos de então, já mais crescidos, passaram a movimentar o 14 de Julho como um verdadeiro clube, elegendo Felizardo Avila como seu primeiro presidente.

A partir daí, graças ao esforço destes jovens e ao bom futebol que praticavam, o jovem clube foi ganhando renome a cada partida que vencia.

Em 1910, o 14 de Julho já era conhecido em toda a fronteira-oeste e tinha feitos memoráveis. Muitos o consideravam "imbatível" e era uma verdadeira honra vestir a camisa rubro-negra. O famoso slogan que até hoje consagra o time - Leão da Fronteira - nasceu em 1914, dado pelos uruguaios quando acertavam um encontro com o rubro-negro. De boca em boca, de coração em coração, espalhou-se o slogan e a fama do clube, que cresceu cada vez mais, até ocupar hoje, cheio de glórias, um lugar de destaque no coração dos santanenses.

Fundadores: Pedro Lay, Coriolano Cabeda, Licurgo Cruxen, Armelino Garagorry, Henrique Carvalho, João Caffone, José Ramos, Roberto Calero, Argemiro Zimerman, Julio Sillia e irmãos Avila.

Cabe destacar sobre o 14 de Julho
- É o 1º clube rubro-negro do futebol brasileiro;
- É o 3º clube mais antigo do Brasil;
- Foi o 1º clube gaúcho a ceder um jogador para a seleção brasileira, em 1920;
- Foi o 1º clube brasileiro a vencer uma partida de futebol de caráter internacional, em 1906 contra Rivera F.C. (ROU);
- Foi o 1º clube a vencer um torneio internacional, "A Copa La France" em 1909 na cidade de Rivera;
- Conquistou 40 campeonatos municipais e mais de 8 internacionais;
- É filiado à Federação Gaúcha de Futebol desde o ano de 1919, sendo um dos fundadores desta entidade;
- É o clube de futebol de maior torcida no interior do Estado do Rio Grande do Sul;
- Possui o Estádio João Martins com pavilhão social, piscina térmica e gramado totalmente remodelado que serviu, inclusive, durante 30 dias para a preparação da Seleção Brasileira principal que disputou a Copa América realizada em 1995, no Uruguai.

H - Centenário do 14 de Julho é tema de livro
  Especial para Senda Deportes por Sidnei Silva

 
  Enquanto existe entre os dirigentes e torcedores uma aclamação geral para a volta do clube ao futebol, indícios oficiais começam a caminhar no sentido do retorno aos gramados do Esporte Clube 14 de Julho
  Este foi o significado do ato realizado na última sexta-feira, no início da tarde junto a sala do 2º andar do edifício localizado no número 566 da rua dos Andradas, onde foi inaugurado o escritório do Leão da Fronteira. O professor João Batista Conceição, responsável pelo projeto de criação do livro que contará os 100 anos do velho Leão da Fronteira, e Candido Iglesias, membro da comissão que programa os festejos do centenário do clube, completados no dia 14 de Julho de 2002, foram os anfitriões da solenidade prestigiada por um significativo número de dirigentes, ex-jogadores e torcedores do clube. Apesar da pouca divulgação, Candido Iglesias , surpreendeu-se com as presenças de ex-presidentes e dirigentes como José Irulegui, Júlio Jardim, Jamandu Apoitia, Carlos Alberto Martins, o Secretário de Administração do município e torcedor Renato de Mello Levy, e os ex-jogadores Aurélio e Valmir, entre outros. O escritório foi inaugurado para ser o local central de recolhimento do material que será utilizado para a elaboração do livro do 14 de Julho, mas também será aberto para criar um elo entre os torcedores e a diretoria do 14 de Julho.   João Batista, o idealizador do livro, já recebeu durante a abertura, as primeiras doações de materiais, caso da foto de João Martins, um dos lendários dirigentes do clube que acabou dando nome ao estádio, repassada por José Irulegui e outros materiais que contam fatos marcantes dos quase 100 anos do clube, repassados ao professor pelo ex-presidente Júlio Jardim. A inauguração deu início a uma série de atividades que estarão sendo realizadas até a data do centenário e que poderá ser o ano de retorno definitivo do clube aos campos depois três anos de inatividade. Este é o prazo que tem a comissão do futebol do 14 de Julho, formada na última segunda-feira, para decidir se o clube volta aos gramados ainda este ano, participando do Campeonato Gaúcho da Série C, que inicia no dia 10 de março. O dia seguinte a formação da comissão presidida por Carlos Alberto Martins, o movimento “Avante 14 de Julho”, redobrou sua força, com a adesão de novos rubro-negros, que congestionaram as linhas telefônicas da rádio Cultura na noite terça-feira, durante o programa Enfoque Esportivo Debates, que reuniu membros da comissão do futebol, mais o técnico Eurico Acosta e representantes da imprensa local. Na maior audiência já registrada no programa apresentado pela equipe esportiva da rádio, os rubro-negros demonstraram todo o seu poder de mobilização para colocar novamente o clube em campo, se comprometendo em contribuírem de todas as formas, tanto financeira como com trabalho pessoal para ajudar na montagem da equipe. Em meio a discussão das idéias, lembranças de histórias e iniciativas que estão sendo executadas pela comissão do futebol, dois momentos do programa emocionaram a todos os participantes, a participação por telefone do maior craque da história do clube, Setembrino Pinto, o Bino, que deu sua contribuição para fortalecimento do movimento e a execução do hino do clube, que acabou levando dirigentes como João Jamono Apoitia, o técnico Eurico Acosta e o popular Cacaio, as lagrimas. A comissão já manteve contatos com a Federação Gaúcha de Futebol, segundo Jamono e tem até o final do mês para dar uma resposta definitiva sobre a participação do clube no campeonato que inicia no próximo dia 10 de março. Jamono adiantou que nas próximas horas será liberada a conta na agência do Banco do Brasil, destinada a doações dos torcedores, que também poderão contatar com a comissão no escritório da rua dos Andradas, (prédio do antigo Banco Real) onde o professor João Batista Conceição vem trabalhando na elaboração do livro do centenário do clube, que será lançado este ano.

 

Nacionais

Nenhuma

 

estaduais

Primeira Divisão: 1927, 1949, 1952, 1958 e 1960

 

noticias

A Platéia
Zero Hora
Correio do Povo

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