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2005 O retorna do Brasil de Pelotas à Série A do Gauchão.
O técnico é Rogério Zimmermann. Brasil: M. Pitol; Júlio, Aládio, Rudi e Evaldo; Paulinho, Careca, Marcos Tora e Jé ; Thiago Rodrigues e Alê Menezes. Técnico: Rogério Zimmermann.
BRASIL EM 2002
Em termos de futebol, o Xavante teve um ano muito parecido com o anterior. O time voltou a
patinar na Divisão de Acesso e a fracassar na Série C do Brasileiro. No Acesso, os
rubro-negros disputaram 30 partidas, venceram 15, empataram oito e sofreram sete derrotas.
Na Série C foram oitos jogos, com cinco vitórias, um empate e duas derrotas. Os xavantes
ainda disputaram três amistosos. Venceram todos. Ao longo do ano o Brasil entrou em campo
41 vezes, nas quais teve 23 vitórias, nove empates e nove derrotas
H - Disse o jornalista Eliseu de Mello Alves, em maio de 1988, na
primeira página de uma nova tiragem dos Estatutos do Grêmio Esportivo Brasil, que o
Xavante é o clube do povo, surgido modesto, de uma divergência entre alguns
funcionários da Cervejaria Haertel e que sua história iniciara em 7 de setembro de 1911
(Independência do País), com as cores em verde e amarelo.
Porém, para manter a máxima com as "broncas" no futebol, a primeira foi no
começo, devido as suas cores. No Carnaval, os dirigentes do Clube Diamantinos, também
xavantes, conseguiram comprovar a força do rubro-negro, tirando da camisa o amarelo, cor
do seu tradicional rival, o Esporte Clube Pelotas.
Esses momentos foram vivenciados no Bairro da Estação, Bairro Simões Lopes. Assim, seus
torcedores e atletas foram chamados, por muito tempo, "Negrinhos da Estação".
A história inicial conta também que na primeira competição oficial que o Xavante
disputou, em 1913, Campeonato da Cidade, ficou em último lugar. No ano seguinte,
conseguiu arrumar um jeitinho e, por tabela, deu o título ao Rio Branco, após uma
vitória e um empate, em dois clássicos Bra-Pel.
Em nove décadas, o rubro-negro de Dário Feijó, Urbano Garcia, Manoel de Sá Cordeiro,
Bento Mendes de Freitas, Juvenal Dias da Costa, Antônio Carapeto Fernandes, Pedro Elba
Zabaleta, Cláudio Andréa, Selmar Pintado, Clóvis Russomano, Ivânio Branco de Araújo,
José Assis, Giovanni Mattea, Rogério Moreira, Ubirajara Martines, Hamilton Santos e
Érico Ribeiro, para recordar alguns presidentes, desde sua fundação, passou por
momentos de muita alegria, vitórias, derrotas e, acima e tudo, muita emoção.
A parceria e o romantismo do clube com a torcida começou cedo e já em 1919 o Brasil
conquistou o primeiro título estadual. No ano seguinte, foi ao Rio de Janeiro participar
de um mini- Campeonato Brasileiro, na verdade um triangular com Fluminense e Paulistano,
respectivamente os campeões carioca e paulista. Em 1921 teve o ponta-esquerda (na época
a posição existia) Alvariza convocado para Seleção Brasileira. Sendo assim, muito
cedo, o clube do povo ganhara destaque nacional.
Cresce a população pelotense e também o número de rubro-negros. O estádio do Simões
Lopes passa para o Bancário e, em 1943, o clube do povo se transfere para a Baixada, no
estádio Bento Freitas, construído na gestão do presidente Bento Mendes de Freitas, onde
sua torcida vivenciaria grandes momentos da história do futebol local, estadual e
nacional.
O momento atual do Grêmio Esportivo Brasil, no futebol, não é o que querem seus
dirigentes e torcedores. O clube amarga a permanência numa divisão inferior do futebol
do Rio Grande do Sul há quatro anos. Mesmo assim, o futebol rubro-negro segue em
evidência. Atualmente, o time disputa a Série C do Campeonato Brasileiro, tentando
esquecer mais um fracasso na Divisão de Acesso e mais uma temporada fora da Série A do
Gauchão.
OBRAS - Fora de campo, os rubro-negros mostram a força da união e do trabalho em favor
do clube. No final da década de 90, Cláudio Andréa e sua equipe de trabalho partem para
a construção de um novo Pavilhão Social no estádio Bento Freitas. O
"caldeirão" ganha nova cara e os dirigentes prestam uma homenagem ao
ex-presidente Jaime de Carvalho, com a colocação de seu nome no moderno pavilhão. A
Baixada conta, também, com modernas e confortáveis casamatas. Segundo os dirigentes
integrantes da Comissão de Obras, já existe um novo projeto para a construção de um
segundo módulo, junto ao atual Pavilhão Social.
Uma passagem vitoriosa no cenário internacional, pelo Uruguai, está marcada nos anos
50 para um grupo de atletas e torcedores xavantes. Teste da Seleção uruguaia em 1950,
contra o rubro-negro, no Estádio Centenário (Monumento do Futebol), em Montevidéu, e a
vitória é do Xavante: 2 a 1. O Grêmio Esportivo Brasil ganha um pouco de fama no
cenário internacional e é convidado para disputar alguns jogos pelas Américas. Em 1956,
os heróis xavantes viajam pelo Paraguai, Bolívia, Peru, Equador, Colômbia, Costa Rica,
Panamá, Honduras e El Salvador. A delegação rubro-negra conhece várias capitais e
deixa a marca de Pelotas e do País em diversos estádios. Na volta à cidade, jogadores e
dirigentes são recepcionados como heróis: "Só as águias galgarão os Andes",
gabavam-se os rubro-negros pelos cafés de Pelotas. Uma gigantesca passeata acompanhou o
grupo desde o Aeroporto Bartolomeu de Gusmão até as principais ruas do centro. Nessa
época, Antônio Carapeto Fernandes e Léo Tavares foram os responsáveis pela direção
xavante.
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