H - Festa dos 56 AnosO
esporte Clube Nacional de Cruz Alta, o Leão da Serra, completa este ano 56 anos de uma
existência inicialmente faustosa pelos seus feitos, e que o tempo implacável e os
salários complicados dos profissionais transformaram um time em que, além de trabalharem
gratuitamente como se dizia anteriormente e era verdade, os jogadores, até pagavam para
jogar.
Esse profissionalismo acabou com o Esporte Clube Nacional em termos de disputas.
Várias tentativas foram feitas para reiniciar as atividades, porém não aconteceu
realmente aquilo que esperávamos. Em determinado momento, chegamos a algum resultado, mas
tivemos que recuar novamente.
Nessa comemoração dos seus 56 anos, fizemos um churrasco em Cruz Alta, no domingo -,
como é próprio do gaúcho -, e contamos com a presença do Presidente da Federação
Gaúcha de Futebol, o operoso e correto Emílio Odozi Perondi; do Presidente do Esporte
Clube Nacional de Cruz Alta, Silvio Albrecht; dos ex-presidentes homenageados, Miguel
Sorio, Natalino Aita, Camilo Cotens e Pedro Gomes Nunes. Ausentes, porém lembrados, os
valorosos irmãos Maragnan.
Importante a atuação do atual dirigente e coordenador do planejamento da construção
de arquibancadas e elogiado trabalho na construção do muro e cuidados especiais com o
gramado. Tive a oportunidade de saudar essas autoridades como ex-presidente daquele clube
em 1962, ocasião em que me foi campeão do Estado do Rio Grande do Sul.
Naquele encontro, evocávamos velhos momentos, alegrias, surpresas, tempos memoráveis,
em que o futebol era uma paixão diferente, porque era a paixão daquilo que se amava
realmente com fervor, sem nos preocuparmos com o preço do jogador, com o custo da
partida, com o valor arrecadado. Queríamos praticar um esporte saudável, e lá estavam o
Nacional, o Riograndense, e o Guarani, disputando, partidas importantíssimas que
encantavam o público daquela cidade e do Estado.
Naquela ocasião, tivemos oportunidade de cumprimentar vários jogadores daquela
época: Pata, Bexiga, Zequinha, Jaime, Gostoso, Banana e Tupizinho. Com as suas
presenças, o nosso coração bater realmente de saudade e de amor daquela disputa
maravilhosa que era o futebol nos velhos tempos. Ainda há essa disputa bonita e
apaixonante hoje, mas não é mais a mesma de antes. Aqueles amigos eram jogadores que
traziam, no coração, o desejo de lutar pela camiseta. Lembramos também, velhos
jogadores já falecidos, como alma de Gato, Décio, Darci Lima e tantos outros, que
permanecem na nossa memória.
Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, este discurso é, até certo ponto, piegas, mas
realmente traz recordações e evocações para mim e para aqueles que conviveram conosco,
como é o caso do Deputado Valdir Heck, de Ijuí, que também deve-se lembrar dos velhos
tempos. Muito obrigado. (Revisado pelo orador - Discurso de autor desconhecido na
Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul em 1997.)
