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Mar 2005
A história do retorno da Associação Sapiranga ao futebol profissional após um breve licenciamento não poderia ser mais surpreendente. A decisão foi tomada ontem, e a idéia surgiu anteontem. A vaga na Segunda Divisão acabou, com toda esta correria, sendo confirmada somente hoje à tarde. Até terça-feira, portanto, a Associação Sapiranga estava fechada, e sem nenhuma previsão de retorno. O empresário Adolfo Homrich, presidente empossado ontem e líder da idéia de reativação do Sapiranga, é atual proprietário da marca Ortopé e diretor das empresas Kitoki e Ortotech, sediadas no Rio Grande do Sul e com subsidiárias no nordeste brasileiro.COMO SOUBE - Na terça-feira, conversando com um primo seu, Adolfo Homrich soube que a Associação estava sem futebol, fechada e em muitas dificuldades. De imediato, fez contato com ex e atuais dirigentes do clube, convocando para o dia seguinte (ontem), uma assembléia geral. "E como a assembléia estava em aberto, levei a idéia de reabrir o futebol adiante. Tive respaldo e de imediato, 24 horas após ter sabido das condições do clube, assumi a presidência. E no dia seguinte (hoje), confirmei a nossa participação na Segunda Divisão", conta Homrich, narrando, orgulhoso, sua breve e meteórica carreira como dirigente esportivo. "Em resumo, soube que o clube estava fechado há 48 horas, e sou presidente há 24". O presidente exalta a boa vontade da Federação Gaúcha de Futebol, que aceitou o ingresso do Sapiranga faltando dois dias para o início da Segunda Divisão. "O presidente Noveleto foi muito sensível conosco. Agradecemos", afirma.ÚLTIMA HORA - Como ingressou de última hora na Segunda Divisão, o Sapiranga, incluído na Chave 4, ganhou um prazo. Sua estréia será somente dia 13, contra o Lami de Porto Alegre.MONTAR UM TIME - Agora, o desafio do ousado presidente é montar um time para o Sapiranga. "Não será tão difícil. Sobrou alguma coisa da boa base do ano passado, e a turma que está me ajudando tem muitos contatos. Segunda-feira apresentaremos boa parte da equipe e o nosso técnico. E teremos um bom técnico", antecipa Adolfo Homrich. "Os obstáculos existem para superarmos. É apenas mais um desafio na minha vida", relata Homrich.FECHAMENTO - Nem o terceiro lugar na Segunda Divisão do ano passado, quando o clube perdeu a vaga na Primeira Divisão na última rodada, em casa, em um empate contra o Farroupilha, conseguiu mobilizar o Sapiranga para 2005. Logo no início desta temporada, foi definido o licenciamento do clube, abortado somente hoje. "Pelo que soube, a idéia do grupo que administrava o clube era voltar, aos poucos, no segundo semestre. E se organizar até lá", revela o novo presidente.PAGAR A CONTA - Quando perguntado sobre como será viabilizado o time do Sapiranga, faltando tão pouco tempo para a estréia, Adolfo Homrich não titubeou. "Eu vou bancar. Eu garanto a cobertura das despesas. Sou empresário e tenho condições. Depois, a equipe que está me ajudando vai correr atrás de outros patrocinadores", revela o dirigente.REAÇÃO - Conforme Adolfo Homrich, a comunidade ainda não tomou ciência da novidade. "É tudo tão recente, muita gente ainda não sabe do retorno do time em Sapiranga. Havia protestos do povo pela falta de futebol em 2005, creio que, agora, a notícia vai agradar. Queremos fazer a população de Sapiranga feliz através do futebol", comenta o presidente.PLANOS - E Homrich não deixa por menos. Lembrando do excelente desempenho de 2004, o presidente faz sua projeção. "Quero ser terceiro na Segunda Divisão, desde que o Inter fique em segundo ou primeiro. Aí, a vaga deles será nossa", completa, bem humorado, o mais jovem dirigente do futebol do Rio Grande do Sul. E, talvez, o mais ousado da atualidade também.
Jan 2005
A Associação Sapiranga fechou o seu departamento de futebol
profissional. A equipe chegou ao terceiro lugar na segunda
divisão do Gauchão do ano passado, mas teria acumulou quase
R$ 100 mil em dívidas e optou em desativar o futebol. A decisão
foi tomada na reunião do Conselho Deliberativo do clube. A dívida exata não foi divulgada. Alguns ex-dirigentes
falam que chegou a R$ 140 mil e estaria em R$ 90 mil. O
ex-presidente Fernando Maurer desmente. 'A dívida atual é de
R$ 45 mil, o resto já foi pago. Não é pela dívida que
vamos parar, fechamos porque as empresas não vão ajudar
mais', disparou Maurer.
O clube também está sem presidente, pois terminou o
mandato de Fernando Maurer e não houve candidato à sucessão.
A associação passar a ser dirigida por Carlos Zimmer,
presidente do CD. O
H Associação Sapiranga foi
fundada em 07 de Agosto de 1945 com o nome de Grêmio Esportivo Brasil e rivalizava com o
Sapiranga F.C.(fundado em 07 de Julho de 1943) no clássico "BraSap". Com a
extinção do Sapiranga F.C. em 1970 e o desgaste do futebol local, surge a idéia de
mudar o nome do Brasil valorizando a cidade. A idéia era agregar os associados e
simpatizantes do Brasil e do Sapiranga em torno do novo clube, eis que em 22 de janeiro de
1974 nasce a Associação Esportiva Sapiranga, ou simplesmente Associação, como é
conhecida no Vale do Rio dos Sinos. Nos estatutos a data de fundação prevalece a do
G.E.Brasil, ou seja, 07 de Agosto de 1943.
Depois da mudança de nome vieram os momentos de glória da Associação com a conquista
dos campeonatos estaduais de amadores em 1978, 1981 e 1999. Além desses títulos somam-se
um vice-campeonato em 1988 quando perdeu nos pênaltis para o Guarani de Venâncio Aires,
a conquista do título da seletiva gaúcha no ano de 2000 para o Sulbrasileiro e o
vice-campeonato Sulbrasileiro em 2000.Em 2001 passou para o profissionalismo disputando a
série C. Em 2002 conquistou o vice-campeonato da série C.
As cores da Associação são o vermelho, verde e branco herdadas do
G.E.Brasil. As cores do Sapiranga F.C. eram o preto e branco, mudadas na década de 50
para vermelho e branco e seu estádio estava localizado onde hoje encontra-se o Centro
Evangélico.
O Estádio das Rosas, palco de tantas batalhas e glórias, foi construído em homenagem à
cidade, denominada "Cidade das Rosas e Capital do Vôo Livre".O estádio está
localizado no bairro Sete de Setembro, em uma área doada por Oscar Weiss, desportista
apaixonado pelo então G.E. Brasil.
Os títulos:
1978 - A consquista do primeiro título aconteceu num quadrangular realizado em
Sapiranga, além da Associação participaram também o Cruzeiro de Santiago, Arroio
Grande e Ipiranga de Frederico Westphalen. A decisão foi no dia 10 de dezembro contra o
Arroio Grande, vitória de 1x0, gol de Paulo Bohn, aos 22 minutos do segundo tempo.
Time: Cézar, Clóvis, Vitalino, Josué e Maneca, Leitão, Gonçalves e Paulo Bohn,
Juarez, Gerê e Chico Preto.
Técnico: Cláudio Adão Weiss "Sapiranga, Diabo Loiro".
Presidente: Paulo Roberto Cierakowski "Paulinho".
Resumo da Campanha: 26 jogos, 19 vitórias, 4 empates, 3 derrotas, 45 gols a favor, 14
gols contra, saldo 31.
1981 - O segundo título foi conquistado num
quadrangular realizado em Taquara, com a presença da Associação, Taquarense, Botafogo
de Três de Maio e Juventude de Ibirubá. O jogo decisivo ocorreu em 6 de dezembro contra
o Taquarense, empate de 1x1, Carlão marcou de pênalti o gol da Associação aos 35
minutos do segundo tempo, A Associção jogava pelo empate por ter melhor campanha - um
ponto a mais.
Time: Duarte, Pelé, Lambari, Carlão e Maneca, Guido, Noélcio e Juarez(Poca), Miguelito,
Paulinho Schuh (Carlos) e Joca.
Técnico: Claúdio Adão Weiss "Sapiranga, Diabo Loiro".
Presidente: Guido Schuh
Resumo da Campanha: 25 jogos, 14 vitórias, 9 empates, 2 derrotas, 48 gols a favor, 15
gols contra, saldo 33.
1999 - A conquista do tricampeonato ocorreu no dia
14 de novembro em Sapiranga na vitória de 1x0 sobre o S.C.Ivoti, gol de Tefo aos 22
minutos do primeiro tempo.
O "grego matador", Estefanos de Oliveira Kostopoulos, ou simplesmente Tefo, foi
também o goleador da competição com 22 gols.
Time: Everaldo, Giovani(Paraná), Marcelo Jacaré, Clairton e Marcinho, Anderson, Carlos,
Sérgio Rangel e Sandrinho(Buda/Silvano), Tefo e André Frank.
Técnico: Celso Bock
Presidente: José Renato Andreis.
Resumo da camapnha: 24 jogos válidos(mais 2 vitórias por WO), 16 vitórias, 4 empates, 4
derrotas, 42 gols a favor, 18 gols contra, saldo 24.

Escudo do Brasil, primeiro nome do clube
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