
Clube Sociedade Esportiva Camboriuense
Fundação: 11 Abril 2003
Endereço: R Francisco Barreto 106
CEP 88350-000 Camboriu/SC Tel. (47) 365 1132
Estádio Roberto Garcia - 3000 -
Uniforme: Verde, Laranja e Branco
Participações em Estaduais: Segunda Divisão 2003
E-mail: jbolda@melim.com.br
www.camboriuense.com.br
As comemorações do Dia das Mães na casa de Maria Zilda Dalmolin de Souza estão
condicionadas às tabelas dos campeonatos amadores de Itajaí. É que ela é a treinadora
do time do Ipiranga, que disputa o campeonato amador da cidade. Além de comandar também
o time da família Dalmolin no campeonato de futebol suíço, ela estará em breve à
frente da Sociedade Desportiva Camboriuense, fundada há pouco mais de quatro meses, em
Camboriú, para disputar a Segunda Divisão do Campeonato Catarinense de Futebol
Profissional. Há mais de 20 anos, Zilda trocou os finais de semanas tranqüilos com
família, pela agitação dos gramados. Ao ser convidada para comandar o Camboriuense, ela
entra para a história do futebol catarinense como a primeira mulher treinadora de uma
equipe profissional. O seu dia-a-dia se resume a bola e jogadores.
A família está acostumada com as ausências da mãe por causa do futebol. "Ela já
faltou a muitos aniversários dos filhos e dos netos por causa dos jogos. Mas nós damos a
maior força para ela", conta Márcia de Souza da Silva, filha da treinadora. Como
Zilda tem um amistoso do Ipiranga com o Brusque, no sábado, vai passar a data especial
com a sua mãe. "Ela ligou perguntando se eu tinha jogo no domingo para poder
preparar o bolo", explica Zilda. É que em dia de futebol, o tamanho do bolo é
menor. "Em dia de jogo, não fica ninguém para comer o bolo, vai todo mundo para o
futebol atrás da mãe. E a vovó e duas tias ficam torcendo pelo rádio", lembra
Márcia.
O apoio dos dois filhos e dos quatro netos é incondicional. "Eles já foram bastante
no campo, mas nos últimos tempos eles passam o domingo deitados em frente à televisão e
vou sozinha.", diz Zilda. A filha Márcia se defende. "Sempre que ela está numa
final vamos lá torcer. Acompanhar um campeonato inteiro é muito cansativo",
justifica. Nem o marido, Osvaldo José de Souza, vai aos jogos. "Ele prefere ficar em
casa", comenta a treinadora. Com a estréia no futebol profissional, Zilda acredita
que os filhos terão mais motivação para ir assistir às partidas.
Mas a sua decisão ser treinadora, nem sempre foi bem compreendida. "No começo
tivemos grandes problemas. Era difícil para eles irem ao gramado e ouvirem os
xingamentos. Para o meu marido também era complicado aceitar que a mulher passava os
domingos num campo de futebol", lembra Zilda, mas nada que o tempo não resolvesse.
Agora no Camboriuense, a sua preocupação é que a família volte a ser alvo das
críticas. "Eles irão ao estádio e sempre vai ter um engraçadinho fazendo piada.
Isso é difícil para eles", ressalta.
Em campo, ela se compara com o ex-treinador da Seleção Brasileira Luiz Felipe Scolari.
"Ela diz que é parecida com o Felipão. Está mais para xerifão do que para
mãezona", entrega Márcia. "Dentro do vestiário sou uma xerifona mesmo. É
preciso impor respeito e não pode dar moleza. Mas no fundo sou uma mãezona de todos os
jogadores", revela. Para os netos, Jonathan, de 12 anos, e João Victor, 10, ela é
um orgulho. As duas netas Fernanda, 7, e Ana Paula, quatro, também adoram a avó
treinadora.
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