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CLUBE ATLÉTICO CARLOS RENAUX


Fundação: 14 de Setembro de 1913
Cidade: Brusque/SC
Estádio : Augusto Bauer
Cores: Vermelho, azul e branco
Títulos Campeão Catarinense 1950 e 1953

Participações em Competições Nacionais

Nenhuma

Participações no Campeonato Estadual Primeira Divisão

1929, 1930, 1941 a 43(como Brusquense)1945, 50, 52 a 54, 56 a 59, 61 a 63, 67 a 71, 74 a 84

Fundação em 14 de setembro de 1913, em Brusque, Santa Catarinapor Arthur Olinger, ex-jogador do Novo Hamburgo e Guilherme Diegoli.  Foi presidido inicialmente por Guilherme Fernandes. Sua primeira partida foi disputada contra o Tijuquense 0x0 em 22/08/1914. O primeiro gol surgiu na   vitória de 1x0 sobre o Itajaí FC marcado por Willie Rish. O último jogo disputado foi em 03 de agosto de 1984, contra o Figueirense, da cidade de Florianópolis, com o placar de 1x1.

Arthur Olinger trabalhava num curtume em Novo Hamburgo (RS) e Guilherme Diegoli construía vagões em Paranaguá (PR). Decidiram retornar a Brusque. Na bagagem de Olinger havia uma bola de futebol. Realizaram uma partida contra o Caça e Tiro Araújo Brusque. Após o jogo se organizaram. Assim surge o primeiro clube profissional de futebol de Santa Catarina, daí o slogan "Vovô do Futebol Catarinense". Fundado com o nome de Sport Club Brusquense (sempre tricolor, em vermelhor, azul e branco). Alterou denominação para Clube Atlético Carlos Renaux, em 19/03/1944, devido ao decreto-lei Federal vedando oficializar qualquer clube esportivo com denominação relacionada a país, estado, municípios e regiões.

O estádio Augusto Bauer, pertencente ao Carlos Renaux, foi inaugurado em 7/6/1931 em amistoso contra o Marcílio Dias (0x1). Entre 1950 e 1960, foram construídos arquibancadas, aterro, ampliado o campo, alambrado e sistema de refletores. Foi o primeiro time catarinense a possuir alambrado e iluminação em seu estádio próprio.

O clube dedicou-se também a grandes eventos sociais, bailes, teatros, festas juninas, tricolor-mini-copa, além de vôlei, basquete, bolão, bocha e atletismo.

Em 1950, o Carlos Renaux conquistou seu primeiro título estadual, de profissionais.

Em 13/01/53, o Carlos Renaux convidou o C.R.Flamengo (RJ) para um amistoso, para as festividades de inauguração de sua arquibancada social. A partida terminou em 3x0 para o Flamengo, gols de Esquerdinha, aos 37'(penalti inexistente); Gringo, aos 39'e Hélio, aos 43' do segundo tempo. C.R.Flamengo: Garcia, Biguá, Pavão, Bria, Dequinha, Almir, Joel, Aloísio, Gringo (Hélio), Índio e Esquerdinha. Carlos Renaux: Mosimann, Afonsinho, Ivo, Tesoura, Bolognini, Pilolo, Petruscky, Otávio, Julinho, Teixeirinha e Hélio (Joyne).

No ano de 1953, o Renaux conquistou seu segundo título estadual, sendo este ano de forma invícta.

No dia 22/01/54, um acontecimento marcou a história do Carlos Renaux. A vitória sobre a seleção gaúcha de futebol. A própria Federação Catarinense de Futebol, reconhece oficialmente que esta partida foi a principal conquista de um time catarinense em todos os tempos, mais até do que a conquista da Copa do Brasil pelo Criciúma.

O Carlos Renaux foi o time convidado pela FCF para ir a Porto Alegre para representar Santa Catarina. Toda a imprensa noticiava uma vitória fácil do time gaúcho, mas o Renaux, venceu a partida por 2x1, gols de Julinho e Otávio. Este jogo causou uma imensa repercussão a nível jornalístico em todo país.

Renaux: Mosimann, Afonsinho, Ivo, Tesoura, Bolognini, Pilolo (Branco), Julinho, Isnel, Otávio, Teixeirinha e Heinz.

O Carlos Renaux patrocinou a excursão do C.R.Botafogo, campeão carioca de 1957, a Santa Catarina. Esta partida amistosa, dia 30/03/58 teve repercussão em todo território catarinense e a nível nacional. Caravanas de diversos municípios se dirigiram para Brusque, onde mesmo com a construção de mais uma arquibancada provisória, não foi suficiente para a multidão de espectadores. A partida arrancou muitas emoções de todos os presentes ao estádio Augusto Bauer, sendo esta considerada a partida mais emocionante que o estado já teve. O Carlos Renaux chegou a estar vencendo por 5x1, mas a partida terminou em 5x5.

Agenor aos 18'fez 1x0 para o Renaux. Julinho aumentou para 2x0 aos 21'. Quarentinha aos 25'diminuiu 1x2. Teixeirinha aumentou para 3x1 aos 28'. Servílio (contra) dilatou para 4x1. Na segunda etapa Petruscky fez 5x1 aos 13'. Aí o Botafogo acordou. Edson aos 20'encurtou o marcador para 2x5. O mesmo Edson registrou 3x5. Nivaldo e Didi, pela ordem fixaram o placar em 5x5.

C.R.Botafogo: Adalberto, Domício, Nilton Santos, Beto (Ademar), Servílio, Pampolini, Garrincha, Didi, Paulinho (Rossi), Edson e Quarentinha (Neivaldo).

Renaux: Mosimann, Ivo Mayer, Baião, Tesoura, Gordinho, Isnel, Petruscky, Júlio Camargo (Vicente), Julinho, Teixeirinha e Agenor.

Em 31/01/78, o Carlos Renaux realizou um amistoso contra o Fluminense, do Rio de Janeiro. Este jogo mobilizou toda a região, com super-lotação do estádio Augusto Bauer. Mesmo com o Renaux tendo saído na frente com um gol de Ademar, o Fluminense foi mais forte e a partida acabou na vitória do time carioca por 4x2. Gols do Renaux: Ademir (2). Gols do Flu: Maninho, Zezé (2) e Rivelino. O árbitro da partida foi Alvir Renzi.

Fluminense: Paulo Goulart, Edvaldo, Tadeu, Edinho, Marinho, Pintinho (Rubens Galaxi), Rivelino, Gilson, Luiz Carlos, Geraldão (Gilcemar) e Zezé (Carlinhos).

Renaux: Ronaldo, Lico, Pim, Acre (Assis), Almir (Coral), Paulo Sérgio, Reinaldo, Ademir (Ferreira), Jair (Mauro), Dirmael (Tonho) e Luis Carlos.

No dia 23/03/78, o Carlos Renaux enfrentou o C.R.Vasco da Gama, em mais um bem-sucedido amistoso no estádio Augusto Bauer, com lotação máxima. Mais uma vez a cidade viveu clima de festa, e a vinda de inúmeras caravanas de várias partes do estado.

O jogo terminou em 3x0 para o Vasco da Gama, gols de Paulinho, Roberto e Orlando. o árbitro foi José Carlos Bezerra. Vasco da Gama: Mazaroppi (Jair Bragança), Orlando, Geraldo (Fernando), Gaúcho, Marco Antônio (Paulo César), Zé Mário, Zanata e Helinho (Paulo Roberto), Guina, Roberto Dinamite e Paulinho.Renaux: Dilon, Lico, Bob, Coral, Paulo Sérgio, Acre, Reinaldo, Didi, Tonho (Julinho), Jair (Dirmael) e Ferreira.

Em 1982, o Carlos Renaux realizou um amistoso contra a seleção de Masters do Uruguai. O Resultado foi de 4x1 para o Renaux.

Dia 4/8/1984, abateu-se uma grande enchente sobre a cidade de Brusque, causando danos imensos ao patrimônio do Carlos Renaux, que foi obrigado e paralisar suas atividades por um período de tempo.

Em outubro de 1987, o Carlos Renaux licenciou-se das atividades desportivas, e participou da fusão que originou o Brusque FC. Durante o período a que se integrou a esta associação, como também fez o Paysandú, manteve CGC, estatutos em vigor, retirou-se da parte esportiva, emprestando seu estádio para jogos do clube fundado em 1987. O Carlos Renaux sempre existiu durante este período, apenas não tinha representatividade.

Em agosto de 1996, foi realizado um jogo entre os veteranos do Carlos Renaux e os veteranos do Paysandú. Partida realizada no estádio Augusto Bauer, terminou num empate em 2x2. O público estimado foi de 4.500 pessoas, publico este maior que a final do campeonato catarinense de 1992 entre Brusque FC e Avaí. Este jogo foi um dos grandes responsáveis pelo acendimento da chama nos corações de todos os atleticanos e paysanduanos, pelo retorno do bom futebol e das tradições. Ao final da partida, o público não deixava o estádio após o apito final, coisa rara no futebol, devido a tamanha emoção.

Em 1997, dez anos depois, era grande o apelo de torcedores para fazer retornar o "Vovô", sonho de Leopoldo Bauer. Dois mil adesivos com o distintivo do clube foram confeccionados e tiveram saída instantânea entre os atleticanos. O próximo passo foi um encontro informal em 18 de março de 1997, na Sociedade Esportiva Bandeirante. Treze pessoas compareceram. Uma semana depois, novo encontro, o número de presentes duplica. Sete dias após, um terceiro encontro e o número triplica. Eis que em 8 de abril de 1997, também no Bandeirante, é aprovada a formalização de uma Comissão Provisória para representar o clube e tentar evitar o desejo do Brusque FC em vender o estádio (que já havia ido a leilão) que não pertencia ao Brusque FC mas sim ao Carlos Renaux, conforme comprovam as escrituras.

A comissão foi legalizada, registrada em cartório e já realizou em 1997, a confecção de adesivos e camisas oficiais do "Vovô", além de desfilar em 4 de agosto, aniversário da cidade, promover grande festa no restaurante da Mini-Fazenda Colcci, homenagenado os 84 anos de existência. Fichas cadastrais para sócios já estão prontas e as filiações em pleno andamento.

A comissão foi composta por José Carlos Loos, Antônio Abelardo Bado, Aníbal Schulemberg, Abraão de Souza e Silva, Augusto César Diegolli, Rogério Luís Wippel, Leonardo Loos, Klaus Peter Loos, Nilo Debrassi, Roberto Kormann e Jair Boetnner. Mais de 30 adeptos se integraram a comissão, entre eles, Nildo Teixeira de Mello, o Teixeirinha, maior craque de futebol catarinense, residente atualmente em Balneário Camboriú, mas totalmente engajado no processo de reorganização.

Em 03 de fevereiro de 1998, em Assembléia Geral, realizada nas dependências do centro esportivo Roland Renaux (Iresa), os novos dirigentes foram eleitos e empossados, reconstituindo definitivamente o clube.Diretoria Executiva: Antônio Abelardo Bado (Presidente), José Carlos Loos (Vice), Rogério L. Wippel (Diretor Administrativo), Roberto Kormann (Tesoureiro), Aderbal Schaefer (Orador).Comissão de Futebol: Robero Luis Pereira, Valdir Belz, Anselmo Boos e Arno Mosimann.Comissão Social: Nair Gracher, Célis Terezinha Muller, Maria do Carmo Muller e Licir Wippel Bologmini.Conselho Deliberativo: Leonardo Loos (Presidente), Aníbal Schulemburg (Vice), Klaus Peter Loos (Secretário).Conselheiros: Nildo Teixeira de Mello, Onildo Muller, João Paulo, James Crews, Gilberto Rau, Nélson José Penk, Vinícius José Bado, Augusto César Diegoli, Paulino Marcelino Coelho, Ivo Barni, Edilberto da Silva, Juliano Belli, Alessandro Simas, Israel Duarte, Márcio Muller, Ivan Evaristo e Rafael Walendowsky.Presidente de Honra: Aclamado por unanimidade, o ex-craque Teixeirinha.

 
Internet: Clube Atlético Carlos Renaux Homepage

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