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H - O futebol profissional retornou em
Concórdia a partir das lições aprendidas no esporte amador. No estilo mutirão, um
grupo de pessoas historicamente ligadas ao futebol de campo criou um novo clube, o
Concórdia Futebol Clube, reuniu jogadores da região, retirou da aposentadoria um
atacante que já atuou em grandes clubes do futebol brasileiro e abriu o sonho de ficar
entre os melhores da Segundona catarinense. "Nosso time é caseiro, mas não
significa que não tenha qualidade", avisou o presidente do Concórdia, Antônio
Carlos Pille.
Concórdia teve futebol profissional até 95, quando o Concórdia Esporte Clube ficou em
sexto lugar.
Em 2001, uma parceria com o empresa Mourão Marketing Esportivo permitiu o surgimento do
Grêmio Esportivo Mourão /Canarinho/Concórdia, que disputou a Segunda Divisão e fez uma
campanha apenas regular. O retorno à Segundona tornou-se um desafio para Pille e os
demais componentes da direção do Concórdia Futebol Clube, que passaram também pela
direção do Concórdia Esporte Clube no início dos anos 90. "Tudo está sendo feito
por amor ao futebol", revelou o presidente.
O grupo de jogadores foi formado a partir de peneirões realizados pelo clube nos últimos
40 dias, que atraíram cerca de 200 jogadores da região. Alguns atletas que já passaram
pelo futebol profissional e estavam em Concórdia também foram chamados. Contratações
mesmo só foram quatro. Uma das atrações da equipe é o veterano Ilton, 39 anos, que
chegou a disputar a semifinal do Campeonato Brasileiro de 87 pelo Atlético Mineiro. Ele
reside em Concórdia e aceitou voltar à ativa. "Com humildade, vamos fazer uma boa
campanha", previu o técnico Ricardo Lemos. Na estréia, o Concórdia terá pela
frente o Atlético, em Chapecó
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