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1999 - Em 1995, quando o Esporte Clube Próspera deixava a Segunda Divisão do
futebol catarinense seus torcedores não esperavam que o time pudesse vir a dar alegrias.
Agora, cerca de quatro anos mais tarde, o Próspera inicia uma nova fase em sua história:
a de uma empresa lucrativa. Pelo menos é isso que esperam os empresários Joacir Scremin,
ex-presidente do Criciúma, Léo Rabelo e outro empresário de São Paulo - que tem seu
nome mantido em sigilo, e que foram os responsáveis pela injeção de dinheiro no clube.
"Estamos mudando tudo. O Próspera é um clube enxuto, que em breve estará dando
lucro", garante Scremin. Ele não quis revelar o montante que já foi gasto com a
contratação de jogadores, comissão técnica e melhorias no patrimônio físico. A
estréia na Segundona, marcada para sábado, 14, diante do Itajaí, deve marcar uma nova
etapa no estádio Mário Balsini.
A idéia dos empresários é descobrir novos talentos, jovens estrelas que vão ser
lapidadas no clube e vendidas por preços elevados. A estimativa é que sejam gastos entre
R$ 50 e R$ 60 mil com despesas mensais do clube. A diretoria confirmou como técnico Luiz
Gonzaga Milioli que já foi campeão Estadual pelo Criciúma e pelo Avaí. O gerente de
futebol será o experiente Lauro Búrigo. Na semana passada, já foram contratados vários
jogadores. Entre eles, o experiente zagueiro Vilmar, autor do gol que deu ao Criciúma o
título da Copa do Brasil em 1991. (Marli Vitali)
H - O Esporte Clube foi fundado em 29 de março de
1946, por trabalhadores da Mina Carbonífera Próspera de Criciúma. A idéia de formar um
time de futebol para participar dos Campeonatos Regionais da Região Carbonífera, mais
especificamente o da LARM - Liga Atlética da Região Mineira -, surgiu do mineiro Helói
Rodrigues dos Santos, popular Léle, um dos maiores goleiros da história do clube. Seu
Edi Tasca, que na época era secretário da carbonífera e depois vestiu a camisa do time,
foi quem rascunhou a ata de fundação do Esporte Clube Próspera. O clube vinha
disputando torneios regularmente até a década de 90, quando depois de rebaixado passou
alguns anos com o profissional inativo. Em 2001, participou mais uma vez da disputada
Segunda Divisão Catarinense.
Texto adaptado a partir do disponível no site oficial
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