|
|
2005 - A polêmica
do nome
No final de 2004, o presidente Nei Giron pretendia mudar o nome do clube
que representaria a cidade de Araçatuba na Segunda
Divisão Paulista em 2005. O novo nome seria o Atlético Esportivo
Araçatuba. O clube entraria na vaga da Associação
Esportiva Araçatuba graças a uma manobra jurídica.
Oficialmente, o Canário fora dado como licenciado. A Federação
Paulista de Futebol permitiria então que um clube da mesma
cidade ocupasse a vaga do outro de forma provisória. O novo
clube de Araçatuba seria o Atlético Esportivo Araçatuba,
fundado em 5 de outubro de 2002, com as mesmas cores do
AEA e com o apelido de Tigrão da Noroeste.
Alguns clubes do interior - XV de Piracicaba e São José -
indignados com a manobra recorreram da novidade e exigiram a
vaga na Segunda Divisão. Segundo o site futebolinterior, o
presidente Nei Giron confirmou que a mudança seria em razão
das enormes dívidas judiciais existentes no clube, orçadas
em mais de R$ 4 milhões. Segundo entrevistas para a Folha da
Região, Nei Giron confirma que “a troca da Associação
Esportiva Araçatuba para Atlético Esportivo Araçatuba é
uma maneira jurídica de colocar um time com nome totalmente
limpo praça e que não ficará sujeito às penhoras da
Fazenda Nacional e a bloqueiros de receita pela Justiça do
Trabalho”
Em dezembro de 2003, o Araçatuba foi notificado pela Federação
Paulista de que não poderá alterar o nome de “Associação
Esportiva Araçatiba” para “Atlético Esportivo Araçatuba”,
conforme pretendia o presidente Nei Giron.
Segundo a Federação, para que o time mudasse de nome e
permanecesse na Série A-2 do Campeonato Paulista, teria que
assumir todas as dívidas contraídas com antigo nome. Com
a impossibilidade de mudança, que sanearia as dívidas do
clube, Nei renunciou ao cargo. Eleições foram convocadas e o nome
presidente manteve o nome e disputou o
campeonato com o velho Associação Esportiva Araçatuba. Um
mês depois, o Atlético Esportivo Araçatuba decidiu disputar
a Quarta Divisão do futebol paulista.

|