|
|
2003 - O
Tocantinópolis vem consciente das dificuldades mas acredita na conquista do bicampeonato.
A participação na Copa do Brasil com vitória no último jogo, apesar da
desclassificação, deixou o moral da equipe elevado e embalado para disputar o Estadual.
Claudecir; Denner, Eraldo, Rubão e William; Gilmar, Mezaque, Leivinha e Wágner; Adalto e
Evaldo. Técnico: Everaldo Bezerra.
2002- O Tocantinópolis traz para este ano uma
equipe renovada com muitos jogadores do futebol paulista e goiano. As novidades são
o goleiro Claudemir, que veio do Paraná, Fabiano, polivalente, que joga como lateral,
zagueiro e volante, e veio do Santa Helena de Goiás. Além deles, o meia Leivinha,
destaque do campeonato goiano de 2001 e jogou no Atlético Goianiense e o centrovante
Djalma, ex-Goianésia e no Anápolis e na última temporada foi o artilheiro do Anápolis
no Goianão. O técnico é Sérgio Belfort. EB: Vicente, Aurélio, André, Ruão e Lima;
Mezaque, Mazinho, Ziel e Leivinha; Carrapeta e Gélo - Técnico: Sérgio Belfort
2001 - O Tocantinópolis, capitaneado novamente por
Sérgio Belfort, é detentora da maior estrutura de futebol do estado, com Centro de
Treinamento com estádio (Ribeirão), e jogadores experientes e contratados. TEC: Régis,
André, Rubens, Sizim, Márcio Alemão, Flávio, Edgar, Zé Filho, Ziel, Gélo e
Carrapeta. Técnico: Sérgio Belfort
Tocantinópolis refém - Por uma destas tristes
coincidências da vida, a equipe do Tocantinópolise, da cidade do mesmo nome, que fica no
extremo norte do Estado do Tocantins, a 602 quilômetros de Palmas, já na divisa com o
Maranhão, viveu a pior experiência nos seus onze anos de existência. Nem mesmo a
vitória de 1x0 sobre o Central na última sexta-feira 13 do século XX, conseguiu
exorcizar o fantasma do seqüestro sofrido pela delegação no início da última
semana.Durante mais de doze horas, o grupo foi mantido sob a mira das armas de uma
quadrilha, que levou R$360 mil da agência local do Banco do Brasil. O drama do
Tocantinópolis começou no início da noite da segunda-feira. Por volta das 18h30, o
lateral Róbson, o volante Mesaque e o zagueiro Roberval, estavam descansando do jantar em
frente à casa onde moram, ao lado da residência do subgerente da agência do BB em
Tocantinópolis, quando foram surpreendidos por dois desconhecidos, que portavam armas.
Eles disseram que seriam obrigados a agir daquela maneira, para que
não fosse atrapalhado o plano de seqüestro ao subgerente da agência, e que os jogadores
seriam libertados apenas no final da manhã do dia seguinte, após o roubo à
agência, explicou o supervisor do clube, Anacleto Marques da Silva, 41, também
conhecido por Barata. Ao mesmo tempo em que três jogadores caíam em poder da
quadrilha, na sede do clube a delegação prosseguia cumprindo a programação elaborada
para a viagem até Caruaru, onde enfrentariam o Central (o jogo estava previsto para
quarta-feira e só foi realizado na sexta), que previa para as 23h uma viagem até
Imperatriz/MA, cidade que fica a 100 quilômetros de Tocantinópolis, onde embarcariam às
4h da madrugada num vôo até Brasília/DF e de lá pegariam uma conexão para Recife.
Após um rápido lanche às 22h30 e vendo que o grupo não estava completo, o supervisor
resolveu ir buscar os atletas que faltavam. Desci do ônibus já reclamando do atraso dos
jogadores e quando abri a porta da casa, os vi junto de outras pessoas sentados no chão,
sob a mira das armas de cinco homens encapuzados, lembrou Barata. Um dos assaltantes
foi até o ônibus e ordenou que toda a delegação deixasse o veículo. A quadrilha
explicou que não faria nada de mau ao time, mas que teria de manter a delegação ao lado
dos outros reféns, até que o assalto à agência fosse concluído, na manhã do dia
seguinte.Mesmo com a garantia de que não iriam mexer com os reféns, foi difícil para a
delegação manter a tranqüilidade diante da quadrilha, fortemente armada com escopetas,
revólveres e pistolas 765, que a todo instante repetiam que não teriam nada a
perder. Além dos jogadores e comissão técnica, o time de reféns foi reforçado
por familiares do gerente e subgerente da agência assaltada.
Para evitar qualquer desconfiança, a quadrilha obrigou que o
supervisor do clube ligasse para o presidente do clube, no início da manhã, para dizer
que a delegação estava em Brasília e que a viagem tinha sido um sucesso. Às 9h45, os
reféns foram trancados em um dos quartos da casa. O sufoco acabou antes mesmo do final do
tempo regulamentar estabelecido pela quadrilha, quando 40 minutos após os assaltantes
deixarem a casa. Se no final a quadrilha ficou com toda a renda, o Tocantinópolis soube
resistir à pressão psicológica exercida pelas armas dos adversários e saiu do
seqüestro agradecendo não ter sofrido qualquer baixa. Quanto ao papagaio, símbolo do
clube, terá mais uma estória para contar às futuras gerações de torcedores.
|